Percy Harding - Apresentação : Apresentações
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Percy Harding - Apresentação

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Percy Harding - Apresentação

Nova mensagempor percy harding em 20 Nov 2008 19:19

Olá, pessoal.

Quando eu comuniquei aos colegas que ficaria afastado do Fórum TJs-Livres por tempo indeterminado para poder refletir e definir alguns assuntos ligados à familia, eu realmente precisava daquele "tempo". Agradeço a compreensão e a solidariedade de todos manisfestada nos diversos posts (no tópico que a Administração disponiblizou). Num deles, o Pascoal sabiamente até atribuiu a este "tempo" que eu precisava de "ano sabático" (rsrsrs). Bem, fico feliz de poder dizer que este "ano sabático" já se encerrou, cumpriu bem seu propósito e já tenho condições de voltar a participar junto com todos vocês daquilo que eu considero uma "obra de esclarecimento".

Fico feliz também de voltar neste momento em que estamos numa "casa nova". Parabéns àqueles diretamente envolvidos nesse processo de mudança.

Gostaria de dar boas-vindas a todos os novos foristas que se cadastraram no Fórum neste período de quatro meses em que fiquei afastado. Aproveito também para compartilhar minha história ligada à organização TJ (que certamente não é muito diferente da vivida por muitos de vocês) e os eventos que me levaram a abandonar aquele movimento religioso.

Nasci em 1962, no Distrito do Belenzinho, São Paulo. Em 1969, quando eu tinha sete anos de idade, meus pais - José Roberto e Sidalia - batizaram-se numa assembléia realizada em Mogi das Cruzes, de modo que posso dizer que praticamente cresci na “verdade”. Eles sempre foram muito zelosos e faziam da freqüência às reuniões, junto com a participação regular no ministério de casa em casa pontos altos em nossas atividades. Não consigo precisar quando me tornei publicador, mas desde criança tive que acompanhar meus pais em suas atividades de pregação. Para mim, pregar na rua onde morava era o maior constrangimento.

Logo cedo meu pai foi designado ancião e como orador público levava-me nas diversas congregações que visitava. Também, como dirigente de Estudo de Livro cuidava de um grupo distante alguns quilômetros de casa. Uma das lembranças que guardo desse período, entre os anos de 1972-1973 quando se estudavam os livros “Mistério Consumado”, depois o “Caiu Babilônia”, era o percurso que fazíamos toda semana junto com outro ancião chamado Antônio Eurides, passando por um matagal cuja escuridão da noite só era atenuada pelo clarão da lua e as lâmpadas acesas das poucas casas que haviam ao longo do caminho. Nessa época, com meus 10 ou 11 anos, sentia intimamente medo de que algo de ruim pudesse nos acontecer, mas realmente nunca tivemos nenhum problema.

Em 1975, quando eu tinha 13 anos, muito se especulava sobre a possibilidade do “fim do sistema” chegar por volta daquele ano. Para se ter uma idéia de como isso exercia uma pressão sobre nós Testemunhas, lembro-me de um episódio que me marcou muito no ano anterior, 1974. Sempre gostei de futebol, principalmente dos jogos da Copa do Mundo. Terminado o torneio, pensei comigo: ‘Bem, a próxima Copa seria em 1978, mas acho que este sistema não dura até lá’. Como se pode notar, já se passaram não só a Copa de 1978, mas também as de 1982, 1986, 1990, 1994, 1998, 2002, 2006 e, até o ano de 2008 - nada de “Armagedom”!

Por volta da época em que completaria meus 18 anos, embora não fosse batizado estava determinado a não violar a integridade (conforme era o entendimento) por servir no Exército. Como passaria por aquela situação? O fato é que acabei sendo dispensado por excesso de contingente, fiz um juramento pró-forma no estádio do Pacaembu, retirei minha carteira de reservista e nunca mais mexi com este processo.

Como jovem, por conta de toda doutrinação que recebia, evitava qualquer idéia de namorar uma garota, de modo que, embora vez por outra aparecesse alguma pretendente sempre me esquivei de desenvolver qualquer relacionamento. De certa forma, o status de Testemunha ajudava-me a reprimir meus sentimentos - como uma fachada através da qual eu podia me esquivar do sexo oposto.

Em 1981, concluí o ensino médio e imediatamente prestei o vestibular. Consegui ser aprovado para o curso de Ciências Contábeis, na Faculdade Campos Sales, na Lapa e, todo contente, fiz minha matrícula. Cerca de dois meses depois, no entanto, uma conversa que tive com meu pai modificaria todos os meus planos de estudo e carreira. Nessa conversa, pedi para que ele me aconselhasse se era realmente o melhor fazer aquele curso, dado que com isso, perderia muitas reuniões e futuros privilégios. Juntos, chegamos à conclusão de que, em vista da proximidade do fim desse sistema, não valeria a pena gastar meus anos em adquirir uma instrução que não me seria proveitosa para a vida no Novo Mundo ao passo que estaria perdendo a instrução que o povo de Jeová recebia nas suas reuniões congregacionais. Após esta conversa, tomei as devidas providências para baixar minha matrícula na faculdade, de modo que não cheguei a freqüentar o curso nem por dois meses e assim, perdi a vaga.

Em 16 de janeiro de 1982, com 20 anos incompletos, batizei-me numa assembléia de circuito em Ribeirão Pires. Dalí em diante, meu envolvimento e dedicação à organização assumiram uma dimensão sem precedentes na minha vida.
(Sempre tive o hábito de registrar as várias atividades teocráticas em que participava e algumas das citações que farei serão meramente para exemplificar até que ponto me envolví em tais atividades, sem nenhuma outra pretensão).
Após o ano de 1980, dividiria minha vida teocrática em 3 etapas:

• Entre 1981 e 1990 : nesse período estive associado à Congregação São Domingos (nome depois mudado para Vila Alba). Em 28/07/84, já como Servo Ministerial, proferi meu primeiro discurso público com o tema: “Poderá viver para sempre? Viverá mesmo? – nº 35”. Por volta do ano de 1985, o local onde nos reuníamos foi derrubado para dar lugar a um salão maior e mais confortável. A construção, totalmente com recursos próprios, se estendeu por uns longos cinco anos e, neste período, a congregação se dividiu em 3 grupos instalados em casas cedidas por irmãos. Fui designado a um grupo que se reunia numa garagem. Naquelas circunstâncias, fazer partes nas reuniões (até mesmo partes que normalmente seriam cuidadas por anciãos) era algo bastante comum, o que nos sobrecarregava muito, por um lado, mas que era encarado como oportunidade de “progresso” acelerado, por outro. De fato, em 1986 fui designado ancião, antes de completar 25 anos e naquele mesmo ano já pude participar da Escola do Ministério do Reino, curso para anciãos patrocinado pela Torre de Vigia. Em dezembro de 1990 me casei com Adriana – uma preciosidade de esposa – e assim, teve início outra etapa de minha vida.

• Entre 1991 e 1996: A congregação Rio Pequeno nasceu da divisão da congregação Vila Alba que cresceu muito, mesmo no período em que esteve dividida naqueles grupos espalhados pelo território. Servi ali por seis anos. Com o tempo, decidimos comprar um terreno e ter também nosso próprio local de reuniões. Em 1993 já nos reuníamos em um novo prédio, mais centralizado no território, embora todo o acabamento ainda estivesse por fazer. Em 14/8/93, numa reunião extraordinária, durante a visita do Superintendente de Circuito Brasiliano Ribeiro, tornou-se necessária uma reformulação nos cargos de alguns anciãos e, para minha surpresa, fui indicado para ser o novo superintendente presidente da congregação. Na época, eram estes os outros 9 anciãos designados: Anésio Palombi, Serafim Igreja (falecido em 2004), Teruo Tenguan, Antonio Emilio, José Roberto (meu pai), Dirceu Lúcio, Antônio Lopes, Jorge de Souza (falecido em 2007) e Marcelo Godói. A Congregação Rio Pequeno contava, então, com 88 publicadores. Em fins de 1996 já tínhamos terminado os acabamentos do Salão – que ficou muito bonito, por sinal – mas em virtude de eu ter adquirido um imóvel na Zona Sul, mudei-me para lá com a família - agora ampliada com o nascimento de minha primeira filha, Ingrid.

• Entre 1997 e 2004: Em termos de atividades teocráticas, os oito anos que estive associado à Congregação Parque Sônia, no Jardim Rosana, SP, foram, sem dúvida, muito intensos. Fui novamente designado ancião em 28/02/97. Em 01/05/02, aceitei o cargo de superintendente presidente da congregação (visto que o anterior presidente estava de mudança). Nesse período, participei entre outras de :
 28 comissões judicativas
92 partes na Escola do Ministério Teocrático
176 partes na Reunião de Serviço
39 considerações com batizandos
16 considerações com prospectivos publicadores não-batizados
193 visitas de encorajamento

Como já mencionado, antes de completar 25 anos já servia como ancião e até Nov/2004, quando entreguei o cargo, tive a oportunidade de proferir 161 discursos públicos em congregações, assembléias e congressos. Em 2001, fui convidado a fazer um papel de destaque no drama: “Respeite a autoridade de Jeová”, como Elcana, um dos filhos de Corá. As sessões de ensaios se estenderam por quatro meses, foram muito marcantes e fizemos apresentações em dois congressos diferentes. Em retrospecto, é fácil notar agora como o ritmo com que me dediquei aos assuntos organizacionais foram se intensificando de tal modo, que sobrava muito pouco espaço para questionamentos com relação à organização. Entretanto, importantes fatores foram se acumulando para, finalmente, eu chegar à decisão de abandonar aquela religião.

Abandonando a organização

Em meu diário tenho a seguinte anotação datada de 10/05/02 (sexta-feira): “Terminei a leitura das Escrituras Gregas Cristãs”. Nunca antes havia tirado tempo para ler por completo este trecho da bíblia de forma tão pessoal, sem ter que me preocupar em seguir algum programa elaborado pela organização. Como esta leitura me influenciou? Bem, não pude deixar de reconhecer que toda a mensagem ali parecia dirigida a pessoas que tinham esperança de vida celestial. Pela primeira vez, pensei: ‘Alguma coisa deve estar errada com a interpretação de que apenas um número literal de 144.000 ungidos tivesse aquela esperança. ’ Seria aquele número simbólico, assim como o é quase todo o Apocalipse? Além disso, comecei a questionar outros assuntos: não teria Jesus assumido poder régio nos céus logo que voltou ao domínio celestial em 33 E.C.? E não teriam os “últimos dias” começado por volta daquele ano? Como conciliar isto com as interpretações da Torre de Vigia - especialmente vinculadas ao ano de 1914 EC? Estas questões começaram a me angustiar de tal forma que minha esposa observando, chegou a sugerir que eu parasse de ler a bíblia. Não aceitei este conselho, mas uma alternativa que ela apresentou me pareceu razoável: talvez eu pudesse me abrir com um ancião muito achegado nosso, da congregação anterior. Foi o que fiz. Entretanto, por mais bem intencionado que fosse seu argumento, ele realmente não pôde me ajudar, a não ser aconselhando para que eu confiasse em Jeová e me concentrasse no meu trabalho, principalmente agora que estava assumindo a presidência da congregação.

Paralelo a isso, outros fatos começavam também a me incomodar e a minar o encanto que tinha pela organização. Vou enumerar alguns que considero relevantes:

1. Uma carta do Escritório, desincentivava que os anciãos tomassem a dianteira nas recreações que a congregação programasse. A desculpa era que estavam ocorrendo problemas em alguns de tais arranjos, até devido a presença de incrédulos. Também, foi enfatizado que a responsabilidade primária em prover recreação para a família era dos pais e não dos anciãos. Anteriormente, nossa congregação, bastante humilde, havia participado em duas recreações em um sítio (uma em Set/99 e outra em Nov/00) que foram muito apreciadas pelos irmãos. Aquela carta, de certa forma, jogava um balde de água fria nos esforços bem intencionados que alguns anciãos tinham em fortalecer a amizade dos irmãos, das famílias e até estimular outros estudantes a se chegarem à organização. Agora a Associação estava praticamente proibindo que os anciãos se envolvessem em qualquer arranjo nesse sentido. Confesso ter nutrido grande descontentamento em virtude daquela diretriz.

2. Outro episódio, agora envolvendo donativos ocorreu em fins do ano de 2003. Recebemos do Superintendente de Circuito, Edson R. Duarte, uma correspondência que tratava dos donativos que a congregação deveria arrecadar em épocas de assembléias. Além dos custos estimados por publicador para a manutenção do Salão de Assembléias, as congregações deveriam contribuir também com um montante que correspondia à média dos últimos donativos enviados pelo circuito para a Obra Mundial. Com relação a este último ítem, o corpo de anciãos de minha congregação entendeu que aquele arranjo não era razoável, nem bíblico, uma vez que tirava o caráter voluntário das contribuições ao passo que se estipulava um valor pré-definido. Em contatos com anciãos de outros circuitos, ficou claro que aquela parecia ser mais uma idéia particular do viajante do que uma norma da Associação. Além disso, nossa congregação já tinha uma caixa de donativos especialmente destinada para arrecadar fundos para a Obra Mundial, além dos próprios donativos que os irmãos contribuíam nas diversas caixas espalhadas pelo Salão de Assembléias. Redigimos uma carta para o viajante com cópia para a Associação, expondo nossos pontos de vistas, assinada pela comissão de serviço e com o aval dos demais anciãos. Na próxima visita que recebemos, em abr/2004, o viajante considerou a carta com os anciãos e afirmou que a nossa era a única congregação do circuito que tinha restrições ao arranjo. A maioria aceitou a explicação de que aquele era um modo de fazer com que os irmãos contribuíssem mais – dada a péssima reputação que os irmãos brasileiros tinham em contribuir. Nesse episódio em particular, eu, como presidente da congregação fiquei marcado como o autor intelectual da insubordinação, inclusive, influenciando os demais co-anciãos. Esta impressão foi ratificada meses mais tarde.

3. No período de 16 a 21 de novembro de 2004, a Congregação Parque Sônia estava recebendo a visita de um novo casal de viajantes, Antônio Marcos e sua esposa Patrícia. Não podia imaginar como aquela semana seria decisiva no rumo que iria tomar minha vida. Já na quinta-feira, dia 18, após o término da reunião, uma irmã veio conversar comigo. Num desabafo amargo e crítico ela culpou não só os anciãos, mas a congregação como um todo pela falta de amor demonstrado em seu caso, visto que há algum tempo ela estava sofrendo da síndrome do pânico e, segundo ela, não havia recebido a atenção que esperava, embora suas sucessivas ausências nas reuniões. Apesar de estar ciente de que pelo menos um ancião a havia visitado e que eu mesmo havia lhe dado recentemente um telefonema mostrando preocupação amorosa, resolvi não lhe retrucar em nada. Decidi apenas apresentar desculpas pelo que ela achava que eu devia ter feito e não fiz. Confesso que saí do Salão do Reino arrasado. Aquela irmã e seu esposo foram um dos casais que pessoalmente mais procurei ajudar em todo o tempo que estive associado àquela congregação. Mas, o pior (ou seria o melhor?) ainda estava por vir. No dia seguinte, tivemos a reunião costumeira com o viajante, junto com anciãos e servos ministeriais. Após a parte conjunta com os servos, o viajante dispensou a todos, menos um deles, que além de servo ministerial era pioneiro regular. Ameaçando tirar seus privilégios, acusou-o de alimentar indevidamente os sentimentos românticos duma outra pioneira, sendo que na verdade, os anciãos tinham conhecimento de que tudo o que aquele rapaz havia feito era apenas ajudá-la e escutá-la, num período conturbado de sua vida. Humildemente, ele ouviu os conselhos ameaçadores, pediu desculpas e assegurou ao viajante que não era seu desejo causar qualquer problema para a congregação. Depois, a sós com os anciãos, o superintendente de circuito indagou se sabíamos que uma outra irmã, pioneira auxiliar regular, tinha dormido na casa de seu namorado. Alguém devia ter trazido este assunto ao seu conhecimento durante a semana, mas ele não sabia de nenhum detalhe adicional. O que teria levado aquela irmã a dormir fora de casa? Era esse assunto do conhecimento de seus pais? E os pais do namorado, haviam consentido e supervisionado aquela situação? As respostas a estas questões os anciãos teriam que averiguar. Entretanto, não satisfeito, o viajante colocou em votação se aquela irmã mereceria mesmo continuar como pioneira. Nesse momento, tomei a palavra e falei francamente que não achava correta a maneira como aqueles casos, envolvendo um pioneiro regular e uma pioneira auxiliar, estavam sendo tratados ali. Que não era possível que alguém que visita uma congregação a cada seis meses chegasse em sua primeira visita, não sabendo uma fração sequer de todos os problemas que nós, anciãos, temos de lidar diariamente, e num arrombo, tratasse como estava tratando aqueles dois casos. Para minha surpresa, o superintendente de circuito insinuou que agora estava entendendo por que o viajante anterior o havia alertado de como eu era relutante em aceitar orientações dos representantes da Associação. Naquele instante dei-me conta de que meu ciclo como ancião tinha se encerrado. Assim, naquela mesma noite resolvi entregar o cargo e não aceitei ser demovido daquela decisão apesar dos protestos dos demais anciãos que ficaram evidentemente constrangidos diante daquela situação.

4. Em mar/2005 mudamo-nos para Vargem Grande Paulista. Precisava de novos ares e de uma boa reciclagem. Aquele ano foi decisivo para eu e minha família abandonarmos definitivamente a organização, não sem antes ter me aprofundado em intensas pesquisas, como nunca havia me dado a oportunidade de fazer. Primeiro, através da internet, entrei em contato com os assuntos do site “Testemunhas”. Muitos artigos ali abordavam questões para as quais não havia encontrado respostas nas minhas leituras da bíblia e me pareceram bastantes razoáveis. Este site também divulgava um livro escrito por um anterior membro do Corpo Governante, Raymond Franz, intitulado “Crise de Consciência”. No mesmo dia em que soube da existência desse livro, fui ao centro velho de São Paulo para adquiri-lo. Após ler seu conteúdo, sinceramente, dei-me conta de que não havia mais razão alguma para eu continuar sendo conhecido como uma Testemunha de Jeová. Logo em seguida, pude ler também o livro “A Verdade Sobre as Testemunhas de Jeová”, de Cid Miranda e William Gadelha, que reunia a maior parte das informações do site “Testemunhas”. Em abr/2005, entreguei meu último relatório de atividade de campo e decidi não freqüentar mais nenhuma reunião congregacional. Cabe ressaltar que toda a minha família direta, bem como os pais de minha esposa são testemunhas-de-jeová. Não escondemos de ninguém os rumos que nossas pesquisas tomaram. Por exemplo, em 23/05/05, numa reunião com vários desses familiares, pude informá-los de nossa decisão de não mais freqüentar as reuniões, nem participar no serviço de campo, e foi nessa ocasião que pela primeira vez ouvi de meu irmão carnal que eu estava me tornando um “apóstata”. No dia 03/12/05, recebi a visita dum cunhado (ancião), junto com o Superintendente de Circuito Francisco Carvalho. Este logo concluiu que, devido os meus pensamentos, eu era perigoso demais para a organização, não só por causa dos muitos familiares que tinha, mas também por ser muito conhecido de vários irmãos. Naquele dia, com certeza, teve início um rápido processo, supostamente chamado de “ajuda amorosa”, com direito à apelação, quando eu e minha esposa entregamos nossas cartas de dissociação à comissão que nos julgava. Isto ocorreu numa noite de sexta-feira, 20/01/06, cerca de 24 anos depois do meu batismo. Dessa forma e com muito sofrimento emocional, pudemos constatar a verdade de algo que havia lido em minhas pesquisas: não existe mesmo uma saída honrosa dessa organização, pois quando ela se sente ameaçada, põe em ação mecanismos medievais comparáveis à Inquisição católica, que não media esforços para silenciar seus supostos hereges.

5. Para mais detalhes acerca dos eventos que levaram à minha dissociação, queira acessar o link: http://indicetj.com/leitores/dissociacao-ls.htm

Por fim, gostaria de deixar um agradecimento especial às seguintes pessoas que me ajudaram muito nos momentos mais difíceis:

• Minha esposa Adriana Silva
• Marly Aparecida de Lima
Editado pela última vez por percy harding em 23 Nov 2008 21:58, num total de 1 vezes
"Não há nada escondido que não se torne manisfesto, tampouco há nada cuidadosamente oculto que nunca se torne conhecido e nunca venha à tona."
LS - Batismo: 16/01/82 - Dissociação: 20/01/06; Tópico de Apresentação; Carta Aberta
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Re: Percy Harding - Apresentação

Nova mensagempor James Ferraz em 20 Nov 2008 19:53

Ola, Percy ! Saudades!

Ainda bem que o descanso lhe serviu como reanimação. Sempre leio com atenção o que você escreve. Sei que, como sempre, é por causa da cordialidade e do afeto com que me tratou em uma certa ocasião no TJ Livres.

Sinceramente, Saudades!

Um forte abraço!
James Ferraz
 

Re: Percy Harding - Apresentação

Nova mensagempor Robh em 20 Nov 2008 20:45

Olá Percy, sua história é realmente impressionante.
Que bom que está aqui conosco! Seja bem vindo à nossa nova casa.

Abraços;
Robh.
"Libertas Quae Será Tamen” - Liberdade, ainda que tardia!
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Re: Percy Harding - Apresentação

Nova mensagempor RX em 20 Nov 2008 20:46

Seja bem-vindo, Percy. Percebi que apesar do tempo que você não postou, você trocou seu avatar umas duas ou três vezes. Que bom que está de volta.
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Re: Percy Harding - Apresentação

Nova mensagempor Alessandra em 20 Nov 2008 21:22

Que legal Percy aqui conosco!!! Tava mesmo com saudades de vc...
Mil beijos no coração, e bem vindo de volta!!!
"Ame a Deus de todo o coração. Ame ao próximo como a si mesmo. Ame os seus inimigos e ore pelos que o perseguem." Todo o resto, é conversa fiada.
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Re: Percy Harding - Apresentação

Nova mensagempor Anita em 20 Nov 2008 21:52

Você dedicou os melhores anos de sua juventude para nada! Dá vontade de processar essa seitinha vagabunda.
Seja bem - vindo, amigo.
A vida é a arte do saber, quem quiser saber tem de viver.
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Re: Percy Harding - Apresentação

Nova mensagempor Jerry em 20 Nov 2008 21:53

Percy,

Já tinha visto seu cadastro aqui no novo fórum, e estava sinceramente torcendo por seu retorno. Que bom que isto se deu agora, oficialmente. Continue sendo um co-laborador, alguém que trabalha conosco em prol da divulgação das inverdades escondidas pela Torre.

Abraço!
"Quando chegará, Senhor, o dia em que virás a nós para reconheceres os teus erros perante os homens?" - Saramago

Meu Blog: Oritameji
Twitter: http://twitter.com/jerryguima
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Re: Percy Harding - Apresentação

Nova mensagempor pascoalnaib em 20 Nov 2008 23:27

Que notícia boa...LS ou Percy Harding de volta e com gás total! :)
Conheci o Percy como LS nas postagens em listas de discussão do Yahoo...estávamos no início do Fórum TJs Livres e peguei no pé dele até conseguir convencê-lo a se juntar a nós.

Para os que não conheçem eis um cara que ajuda muito a expor as peripécias da Torre e é uma alma humana pronta a ajudar qualquer pessoa. Se for por recomendação fiquem a vontade para conversar com Percy, pois ele é de altíssima confiança e com certeza seu intuito é ajudar!

Seja bem vindo amigo! :)
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Re: Percy Harding - Apresentação

Nova mensagempor cabraldestroyer em 20 Nov 2008 23:52

ola Percy, seja bem vindo!!!!!!
Ouvi dizer, muitos não estão mais nem aí para as palavras de um homem que está bem perto daqui, Melhor Correr, enquanto há tempo para nós, Antes que tudo vá pros ares sem ouvir a nossa voz. "Desconfio", CPM 22, fazendo uma referencia as TJ.
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Re: Percy Harding - Apresentação

Nova mensagempor André Felix em 21 Nov 2008 07:40

Bem vindo Percy!
E como você é detalhista! É impressionante!
Mas é muito bom contar com as suas participações novamente.
:11
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Re: Percy Harding - Apresentação

Nova mensagempor André Felix em 21 Nov 2008 07:46

Anita escreveu:Você dedicou os melhores anos de sua juventude para nada!


Também não é assim, né.
"Nada" já é demais! Todas as pessoas vivem conflitos e diversas pressões na vida. Essas situações fazem parte do próprio processo de se estar vivo. Tudo pode ser usado como fonte de crescimento pessoal desde que a pessoa não se acomode, justamente por tentar fugir dos conflitos.
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Re: Percy Harding - Apresentação

Nova mensagempor alex em 21 Nov 2008 08:08

Seja bem vindo percy, sua história é impressionante mesmo. Eu não sabia desta orientação do CG que proibia os anciãos de organizar eventos socias para os irmãos, agora entendi porque de uns tempos para cá as congregações estão um marasmo total e os irmãos estão cada vez mais afastados(cada um no seu canto).
Estou feliz com sua volta, pois sempre gostei dos seus posts, abraços!!!!
Pense sempre em Mim; seja devotado a Mim; adore-Me, e faça reverências para Mim.
Assim, unindo o seu ser Comigo, colocando-Me como meta suprema e único refúgio, você
certamente chegará até a Mim (Baghavad gita 9.34)
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Re: Percy Harding - Apresentação

Nova mensagempor Abenildo em 21 Nov 2008 08:10

Grande Percy que honra poder lhe dar as boas vindas neste novo espaço!
Muito boa sua narrativa, expôs de forma clara quais os tratos da "organização" com quem pensa e realmente se importa.
Um grande abraço meu grande!
Nós somos madeira de lei que cupim não rói!!!! Ariano Suassuna, Capiba.
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Re: Percy Harding - Apresentação

Nova mensagempor Seqüelado Pela Torre em 21 Nov 2008 09:35

Olá amigo!
Estou impressionado!
Vale ressaltar que temos idades próximas e, foi inevitável relembrar cada ano da minha vida ao ler o seu 'diário de bordo' dentro da WT.
Sim! Essas mudanças de tratamento eu também vivi. O rebanho é tratado exatamente da forma descrevida por ti. O rótulo (passado de um viajante para o outro), tudo enfim, é assim mesmo, sem uma virgula a menos....
O seu amor pelo semelhante é facilmente percebido nas sua entrelinhas.
Tenha a certeza de ter um novo amigo!
sequela. :11
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Re: Percy Harding - Apresentação

Nova mensagempor JOSÉ FACCIOLI JR em 21 Nov 2008 11:53

Bem vindo Percy!!!

Sua historia é uma das mais interessantes que já vi!! Tiro o chapeu!!!
Vc é uma referencia muito especial para quem deseja abandonar a torre e fica com o pé atrás quando se depara com os anos dedicados e com muitas pessoas na familia agregadas nessa religião.
Seja muito bem vindo.

Eu vou fazer minha esposa ler o seu depoimento.
"Quando nós adotamos cegamente uma religião, um sistema político, um dogma literário, nós nos tornamos autômatos, paramos de crescer" - Anaïs Nin (1914-1977)

http://yosefbenyosef.blogspot.com/
http://religiaosobescrutinio.blogspot.com/
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