TOM CABEEN - EX-TESTEMUNHA DE JEOVÁ / EX-BATISTA : Religiões, Crenças & Teologia
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TOM CABEEN - EX-TESTEMUNHA DE JEOVÁ / EX-BATISTA

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TOM CABEEN - EX-TESTEMUNHA DE JEOVÁ / EX-BATISTA

Nova mensagempor shurelambers em 30 Dez 2008 14:26

TOM CABEEN - EX-TESTEMUNHA DE JEOVÁ / EX-BATISTA


Por Tom Cabeen

Tradução: Carlos Martins Nabeto

Fonte: http://www.apologeticacatolica.org/

O Caminho de Arizona a Roma


Um ex-membro do quartel-general dos Testemunhas de Jeová no Brooklyn (EUA) e sua esposa foram admitidos na Igreja Católica em 2006. Esta é a história desde o início:

"Meu pais foram batizados como testemunhas de jeová na primavera de 1954, logo após o meu quarto aniversário. Meu pai, àquela altura um rancheiro dedicado à criação de gado, cresceu sem freqüentar nenhuma igreja. Minha mãe tinha sido, até então, nominalmente metodista, sem freqüentar regularmente a sua igreja. Ambos foram atraídos pela versão de Cristianismo oferecido pela Torre da Vigia, aderindo a esta crença com grande entusiasmo.

Em cerca de dois anos, convencidos de que o fim do mundo (o Armagedon) se aproximava, venderam sua casa localizada no Phoenix (Arizona) e se ofereceram como voluntários 'para mudar para um lugar onde a necessidade de pregadores fosse mais urgente'. Em 1956, meu pai foi nomeado superintendente da Congregação Cottonwood, no Arizona, que nessa época era formada apenas por nossa família e um testemunha de jeová já em idade avançada. Em 1960 o grupo já tinha crescido; era uma pequena, porém muito dedicada Congregação composta por uma dezena de famílias. Papai rejuvenesceu o idioma espanhol que aprendera na escola secundária e fundou um pequeno grupo de estudo da Bíblia entre os hispânicos de Cottonwood. Pouco depois, a pedido da Sociedade Torre da Vigia, nos mudamos para El Centro, um povoado ao sul da Califórnia, onde meu pai serviu como superintendente de uma Congregação de fala hispânica.

Minha mãe e eu começamos a estudar espanhol. Eu aprendi o idioma com grande facilidade, porém ela teve muitas dificuldade para aprendê-lo e nunca conseguiu falá-lo fluentemente. Alguns anos depois, nos pediram novamente para que mudássemos para uma pequena Congregação de fala hispânica do Arizona. Após concluir a escola secundária em 1967, me dediquei ao ministério em tempo integral (Precursorado). Como resultado, fui classificado como 'Ministro Religioso' pela Junta local de recrutamento das forças armadas e fui isentado de prestar o serviço militar. No verão de 1968, por sugestão dos meus pais, apresentei a minha proposta para trabalhar no centro mundial dos Testemunhas de Jeová, no Brooklyn (Nova Iorque). Fui admitido e comecei a trabalhar ali a partir de 14 de novembro de 1968.

PROGRESSO NO BROOKLYN

No Lar de Betel - como normalmente é chamado a central do Brooklyn - me apliquei com diligência ao meu trabalho. Estava determinado a aprender tanto quanto fosse possível sobre os ensinamentos da Torre da Vigia. Minha vontade de entregar-me ao trabalho e uma aptidão natural para o mesmo resultou que me fossem atribuídas outras responsabilidades, as quais geralmente eram reservadas a pessoas com mais idade do que eu.

Pouco depois da minha chegada a Betel, meus pais começaram o ministério em tempo integral (Precursorado). Meu pai foi convidado a ser superintendente de circuito (pregador itinerante) e assim se dedicou a visitar as Congregações de fala hispânica no sudoeste e nordeste dos Estados Unidos por cerca de 10 anos.

Em Nova Iorque fui apontado, aos 19 anos de idade, como membro do Comitê de Serviço de minha Congregação local; aos 21 anos, já era ancião. No ano seguinte, fui nomeado "ancião betelita". Como tal, me cabia falar nas conferências e assembléias públicas como representante da Torre da Vigia. Aos 26 anos, fui o orador principal na assembléia de distrito de Roanoke (Virgínia). Em Betel, passei a trabalhar no linotipo principal, que imprimia a revista "A Atalaia". Um ano depois, fui nomeado supervisor de uma série de linotipos. Aos 27 anos, fui nomeado superintendente da oficina de impressão. Cultivava amizades com membros influentes e responsáveis por Betel, muitos deles escritores ou pessoas que trabalhavam em outras oficinas importantes, as quais eram atribuídas aos testemunhas mais leais e melhor formados. Nesses tempos, mantinha diálogo com eles acerca dos ensinamentos da Sociedade e do funcionamento da Organização.

Em finais de 1973, voltei a me encontrar com uma jovem e encantadora mulher, chamada Glória, que também era betelita e que tinha conhecido pouco depois de sua chegada a Betel, no ano de 1971. Namoramos por algum tempo, nos noivamos e nos casamos em 25 de maio de 1974. Glória, da mesma forma que eu, era uma fervorosa entusiasta da Sociedade Torre da Vigia e uma pessoa bastante trabalhadora. Ambos tínhamos decidido dedicar completamente nossas vidas como membros da sede principal durante os poucos anos que faltavam para chegar o fim do mundo no Armagedon. Nós dois aprendemos francês e nos oferecemos para trabalhar com os testemunhas de fala francesa, em sua maioria haitianas, em Newark, Nova Jersei.

SURGEM DÚVIDAS INQUIETANTES

Embora fosse testemunha de jeová durante quase 10 anos (me batizei em 1959), nunca tinha lido a Bíblia em sua totalidade. Decidi-me então a fazê-lo. Isto suscitou muitas dúvidas que assaltavam meus pensamentos. Quanto mais lia, mais contradições encontrava entre as simples explicações que ofereciam as Escrituras e as minhas crenças como testemunha. No princípio, atribuí a minha falta de compreensão à minha própria juventude e inexperiência. Porém, com o passar do tempo, o respeito e a confiança que os meus pares me conferiam passaram a aumentar. A esta altura, comecei a comentar cautelosamente as minhas dúvidas acerca da Bíblia aos membros superiores e mais respeitados da sede principal. Fiquei surpreso ao descobrir que muitos deles tinham os mesmos problemas que eu e também da forma sincera de se abordar esses assuntos. Comecei a olhar os ensinamentos da Torre da Vigia de diversos pontos de vista a partir da publicação do livro 'Auxílio para Entender a Bíblia', em 1971. Ocorreram mudanças na Organização que abriram as portas para o exame de outros ensinamentos fundamentais. Perguntava-me: 'Se nos enganamos pensando que certas atividades eram solidamente baseadas nas Escrituras, não poderíamos estar enganados também nas doutrinas?' E eu não era o único que perguntava essas coisas... Durante a década de 1970, uma crescente quantidade de pessoas sinceras da sede principal passou a ler outras traduções bíblicas além da Tradução do Novo Mundo da Torre da Vigia e ainda comentários bíblicos. Começamos a nos reunir em grupos informais; estudávamos e debatíamos abertamente, sem a 'assistência' das publicações da Torre da Vigia. Em 1979, me convenci que era impossível reconciliar certos ensinamentos-chaves da Torre da Vigia com a Bíblia. No entanto, ainda acreditava que Deus estava guiando a Organização, de forma que achava que grandes mudanças ocorreriam em breve. As aguardei com grande expectativa. Por outro lado, minha esposa Glória estava descontente em Betel. Suas dificuldades não eram, primariamente, de índole doutrinária, mas tinham a ver com a maneira como as pessoas eram tratadas. Desejava abandonar Betel para ter filhos. Segundo a minha forma de ver, a cronologia da Torre da Vigia estava correta; portanto, não conseguia entender o porquê de todo mundo querer ir embora faltando tão pouco para o fim do mundo...

Mencionei o caso a um amigo de confiança do Corpo Governante, Ray Franz. Ele me deu a cópia de uma carta que fora escrita à Sociedade Torre da Vigia por Carl Olof Jonsson, testemunha-membro do Corpo Diretivo da Suécia. Jonsson apresentava provas irrefutáveis de que a cronologia da Torre da Vigia continha erros sérios. A lógica que empregava e a documentação que apresentava eram sólidas e de grande erudição. Li a evidência uma e outra vez. Finalmente, me convenci. O que era difícil para eu aceitar não era o erro em si mesmo, mas a sua conseqüência. A cronologia era e é absolutamente essencial para determinar a afirmação da Sociedade Torre da Vigia de que é "o canal de comunicação" de Deus com a Humanidade neste breve período que antecede o fim do mundo. Comecei a considerar seriamente a possibilidade de que a Sociedade Torre da Vigia não era o que afirmava ser. Parecia existir a certeza de que os líderes da Sociedade, na melhor das hipóteses, tinham sido induzidos ao erro; ou, no pior dos casos, eram hipócritas e falsos profetas. Ainda que eu tivesse desfrutado muitíssimo em estar ao seu serviço e tivesse amado verdadeiramente os meus irmãos e irmãs testemunhas, parecia-me praticamente certo que minha partida definitiva era inevitável.

Assim, morreu em mim o desejo de apoiar ativamente algo que eu já não acreditava. Minha função na sede principal tinha encontrado o seu fim. No meio deste período confuso, meus pais vieram a Nova Iorque, provindos do Texas, para nos visitar. À raiz de alguns comentários que fiz acerca da excomunhão de alguns de nossos amigos íntimos, intuíram que a minha atitude incondicional anterior de apoio à Organização estava mudando. Lhes assegurei que jamais abandonaria a Deus, Jesus Cristo ou a Bíblia, porém, não podia negar que tinha sérias dúvidas quanto à autoridade da Organização. Todavia, já sem a fé na cronologia da Torre da Vigia, não havia mais nenhum motivo para adiar nosso desejo de formar uma família. Decidimos deixar Betel o mais rápido possível. Deixamos Betel em 15 de julho de 1980. Contudo, não estava preparado para me afastar totalmente da minha comunidade. Toda nossa vida estava ligada aos Testemunhas de Jeová. Também tinha a impressão de que estaríamos em uma situação mais favorável para que nossos pais compreendessem como tinha mudado a minha forma de pensar se ainda mantivéssemos alguma relação. As coisas não saíram como eu esperava. Esse foi o começo de um profundo distanciamento que durou um-quarto de século. Continuou aumentando até que me encontrei quase completamente isolado de meus pais. Nunca pude me reconciliar com meu pai antes que viesse a falecer em 2002. Porém, sempre o amei. Tudo estava para dar uma reviravolta. Tínhamos que recomeçar nossas vidas. Não tínhamos dinheiro guardado, pois servimos como voluntários nos doze anos anteriores, sem qualquer salário. Tinha, contudo, estudado muito, experiência trabalhista e conhecimentos técnicos, apesar de não possuir título universitário. Pedi 300 dólares emprestados ao meu sogro, para mudar-me para Lancaster (Pennsylvânia) com o pouco que tínhamos. Moramos com os pais de Glória durante 10 semanas, até que eu conseguisse encontrar um emprego e um lugar para viver.

EXPULSO DA COMUNIDADE DOS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ

Deixamos a sede principal por vontade própria, todavia a Organização me tinha em alta estima, de modo que pouco depois de chegar a Pennsylvânia fui nomeado membro do corpo de anciãos. Tinha dúvidas, mas não encontrava motivos para me afastar dos Testemunhas de Jeová, já que minha relação com eles não mandava desconsiderar o que me ditava a consciência. No entanto, descobri que isso ficava cada vez mais difícil, pois a tendência geral das publicações da Torre da Vigia desse período consistia em advertir contra aqueles que não concordavam com os seus ensinamentos, que eram classificados de "apóstatas" e merecedores da condenação eterna. Depois de 1 ano aproximadamente, renunciei ao meu cargo de ancião. Ao mesmo tempo, tivemos um filho, Matthew, que nasceu em 9 de agosto de 1981. Cerca de 1 ano e meio depois, os membros do Conselho da Congregação de Lancaster pediram para falar com Glória e comigo na habitual reunião de serviço de 5ª-feira à noite. Foi uma sessão judicial informal. Me interrogaram (na presença de Glória), durante mais de uma hora, se eu tinha "dúvidas". O único tema específico que me interrogaram era se acreditava ou não na Sociedade Torre da Vigia como uma organização de Jeová. Respondi que Deus tinha operado através dos Testemunhas de Jeová, mas que Ele não estava disposto a se limitar em operar através destes exclusivamente. Afinal, Ele é Deus - afirmei - e pode fazer tudo o que quiser. A reunião terminou sem que se tomassem medidas contra mim.

Ainda que tivéssemos sido muito ativos na Congregação, durante mais de dois anos e meio, poucos - se é que os havia - sabiam que tínhamos dúvidas. No entanto, em menos de dois dias, muitos ouviram que éramos "céticos". Pediram, então, para que comparecêssemos a outra breve reunião duas semanas depois. Os membros do Conselho nos fizeram saber que, considerando que as nossas dúvidas na Congregação eram "vox populi", precisavam tomar uma medida. Mencionei que nenhuma pessoa da Congregação sabia nada sobre as nossas dúvidas antes dos anciãos terem se reunido conosco. Era evidente que os próprios membros do Conselho tinham difundido essa idéia após aquela reunião. A esposa de um ancião tinha mencionado alguns detalhes da reunião a uma cunhada de Glória. Um dos membros do Conselho respondeu: 'Como você ficou sabendo dessa informação não é tema que interessa. Agora que é de domínio público, temos que tomar providências'. Anunciaram então sua decisão de nos expulsar. Isto significava que nossa família e amigos deveriam nos repudiar, caso contrário seriam também expulsos. Nós tivemos a impressão de que a decisão de nos expulsar já tinha sido tomada antes de se reunirem conosco, com base em fatores que não eram nem provas, nem o nosso próprio testemunho. Ficou evidente que não adiantaria apelar da decisão. Desta maneira, encerraram-se quase 3 décadas de nossa relação com os Testemunhas de Jeová. Nossa comunidade religiosa nos havia repudiado e agora estávamos sós.

OBRA DE DEUS ATRAVÉS DE UMA ORGANIZAÇÃO?

Apesar da forma como fomos tratados, havia muitas coisas admiráveis nos Testemunhas que eu tinha certeza que eram corretas. Tinha descoberto o erro, porém o que eu queria era a verdade. Precisava saber, de algum modo confiável, quais ensinamentos da Torre da Vigia eram verdadeiros e quais eram falsos. Uma vez que tinha acreditado que Deus empregara a Organização da Torre da Vigia como um canal exclusivo para se comunicar com seus fiéis, concentrei minhas reflexões nesse tema. Minha esperança era poder escrever um ensaio que ajudasse meus pais (antes de mais nada) a entender o porquê de eu ter mudado algumas das minhas opiniões sobre a Sociedade Torre da Vigia. Utilizando a minha Concordância e o Dicionário Bíblico, comecei a buscar minuciosamente nas Sagradas Escrituras evidências no sentido de verificar se Deus alguma vez usara ou não alguma organização como instrumento oficial para se comunicar diretamente com a Humanidade.

Concluí que não e publiquei o meu ensaio em um artigo que intitulei 'Deus opera através de uma organização?'. Com o passar dos anos, foi traduzido para diversos idiomas e teve uma circulação bastante ampla entre os Testemunhas que se separaram da Organização, especialmente quando a Internet passou a ser usada massivamente. Embora nesse momento tenha atuado sem sentimento de culpa, sinto um pouco de tristeza pelo êxito que teve e devo aceitar o fato de que meus escritos provavelmente induziram muitos ao erro. Inicialmente, não entendia a diferença entre as organizações humanas e a Verdadeira Igreja, o Corpo de Cristo. Posteriormente, corrigi o meu artigo para demostrar que Cristo estava organicamente unido ao seu Corpo, o que não ocorria com as organizações humanas. Porém, tinha ainda muito o que aprender sobre o que Jesus tinha começado e preservado: a Igreja visível, o Corpo vivo no qual Ele mora.

UMA MÃO EXTENDIDA AOS TESTEMUNHAS

Logo depois de ter deixado Betel, mantive contato com amigos ex-testemunhas e travei amizade com outros mais. Começou a se formar uma rede cada vez maior, mediante a qual se trocavam palavras de conforto e esperança. Durante o verão de 1983, meu amigo Peter Gregerson nos convidou, juntamente com vários testemunhas, para uma reunião na qual se decidiu dar um caráter oficial ao grupo, na forma de um ministério. Nosso grupo foi chamado 'Biblical Research and Commentary Incorporated' ou, abreviadamente, 'BRCI'. O objetivo era produzir material e proporcionar apoio aos testemunhas que se separavam, para facilitar-lhes na penosa transição da Sociedade Torre da Vigia para o 'mundo exterior'. No verão seguinte, em 1984, a primeira das várias reuniões anuais foi celebrada em Gadsden (Alabama).

Muitos testemunhas expulsos têm membros da família ou cônjuges que continuam sendo leais à Organização. Nos parecia assim que um nome bem mais neutro poderia facilitar a remessa dos materiais a essas pessoas sem chamar a atenção dos membros da família que continuavam como testemunhas para o fato de que o destinatário estava se correspondendo com um ex-testemunha, o que é terminantemente proibido. Pelo que me recordo, a sugestão do nome foi dada por Ray Franz, embora nunca tenha sido membro da diretoria da BRCI.

Estabelecemos uma linha telefônica confidencial de apoio para confortar as pessoas que sofriam por ter deixado a Organização da Torre da Vigia. Pouco depois de sua publicação, meu artigo sobre a Organização era sempre incluído no pacote informativo que era remetido aos que ligavam para a linha de apoio da BRCI.

EXPERIÊNCIA ECLESIÁSTICA

Durante aproximadamente os sete primeiros anos, Glória e eu líamos e estudávamos a Bíblia por nossa própria conta ou com outros ex-testemunhas, com os quais nos reuníamos semanalmente através de um pequeno grupo de suporte. Formamos fortes laços sociais com estes queridos amigos, porém nosso crescimento espiritual foi lento. Geralmente nossos debates centravam-se mais naquelas coisas que havíamos alguma vez acreditado como verdade, mas que depois tínhamos rejeitado. Volta e meia voltávamos ao mesmo assunto sempre que nos reuníamos. Finalmente, Glória me disse: 'Já estou cansada de examinar uma e outra vez as mesmas coisas de sempre. Quero aprender algo novo e verdadeiro sobre Cristo!' Também já tinha chegado nosso segundo filho, James, nascido em 22 de novembro de 1986. À medida que nossos filhos começavam a crescer, sentíamos cada vez mais a necessidade de encontrar cristãos que cressem na Bíblia com os quais nossos filhos pudessem se relacionar.

Muitas das crianças de nosso bairro eram educadas como humanistas seculares e não compartilhavam nem de nossos princípios cristãos, nem de nossos pontos de vista sobre a importância de se agradar a Deus. Tentamos em uma igreja local e logo em seguida nos tornamos amigos do pastor e sua esposa. Quando se inteirou de meu 'curriculum', me pediu para que tomasse conta de uma classe da escola dominical para adultos. Me surpreendeu que não me pedisse maiores detalhes sobre as minhas verdadeiras crenças. Nem sequer apareceu na minha classe para ver o que eu ensinava. Isto me pareceu estranho pois, para mim, a precisão doutrinária era muito importante. Porém, sempre ensinava a 'ortodoxia' no sentido de que podia respaldar meus ensinamentos tanto nas Sagradas Escrituras quanto nos comentários protestantes que gozavam de respeito. Nem Glória, nem eu jamais nos tornamos membros dessa igreja. Não queríamos nos incorporar a nenhuma organização religiosa. Depois de ensinar ali, por cerca de 1 ano, o pastor me pediu, lamentando, que eu deixasse o posto de professor, já que entendia que ninguém poderia ter classes e, ao mesmo tempo, não ser membro da igreja. Creio que tinha razão. Foi uma boa experiência em termos gerais. Começamos a fazer amigos cristãos. Nos inteiramos que nem todos os cristãos evangélicos estavam totalmente convencidos acerca da verdade doutrinal como nós estávamos. Buscávamos uma comunidade de crentes que tivessem bastante filhos e uma grande quantidade de programas para eles. Finalmente, fomos nos adaptando, pouco a pouco, a uma comunidade batista evangélica independente. Aí conhecemos muitos cristãos excelentes e rapidamente nos envolvemos em atividades eclesiásticas. Alguns meses depois de termos nos associado a essa igreja, outra vez me pediram que assumisse classes bíblicas para adultos, atividade esta que desempenhei ininterruptamente durante 14 anos.

LIÇÕES DE HISTÓRIA

No final da década de 1990, comecei a trabalhar em outro artigo com o objetivo de complementar aquele que havia escrito sobre a Organização. Minha intenção era auxiliar ex-testemunhas a encontrar outros crentes, para que pudessem se relacionar com eles. Queria que se sentissem tranqüilos, ajudando-os a compreender que muitas igrejas atuais ensinam e prestam culto de maneira semelhante aos discípulos do século I. Pensei que seria útil mostrar como eram os primeiros cristãos, como eram estruturadas suas congregações, como viviam e prestavam culto e em quais aspectos se diferenciavam dos ensinamentos e da prática dos Testemunhas de Jeová. Queria que compreendessem que viver como cristãos era o que mais importava e os incentivava a se incorporarem a alguma comunidade cristã centrada na Bíblia.

Comecei empregando somente as Escrituras, mas logo percebi que muitas coisas que se ensinam e praticam nas igrejas não podem ser fundamentadas diretamente e apenas nas Escrituras. Acabei comprando livros de História - com o passar do tempo, obtive dezenas deles - além de fazer muita pesquisa na Internet. Quando terminei de escrever o artigo 'Onde se encontra o Corpo de Cristo' recebi maravilhosos comentários. Porém, o que eu ia descobrindo suscitava em minha cabeça muito mais perguntas do que respostas...

UMA MUDANÇA DE VISÃO FUNDAMENTAL

Enquanto pesquisava, comecei a encontrar por acaso referências aos 'Primeiros Padres da Igreja'. Praticamente todos os eruditos, tanto católicos quanto protestantes (exceto alguns eruditos modernos) demonstravam um grande apreço por eles. Nessa época, eu somente tinha uma idéia muito vaga de quem eram eles. Quando fiquei sabendo, no final da década de 1990, que meu amigo David Bercot tinha publicado um Dicionário das Crenças dos Primeiros Cristãos, adquiri um exemplar. Dei uma olhada, mas não o li muito. Tinha minhas próprias idéias sobre como era a Igreja dos primeiros cristãos e de que maneira criam e prestavam culto. Depois de transcorridos 20 anos de minha saída da Sociedade Torre da Vigia, acreditava que pouco depois do século I a fiel Igreja Apostólica dos primeiros cristãos tinha se transformado na corrupta Igreja Católica Romana. Os Reformadores, como fiquei sabendo depois, tinham um ponto de vista semelhante, exceto que estabeleceram a data da "Grande Apostasia" no século IV, V ou mesmo depois. Contudo, tanto Lutero quanto Calvino acreditavam que a Igreja Ante-Nicena era realmente autêntica. Um dos objetivos da Reforma foi devolver à Igreja sua pureza original, impoluta, ante-nicena. Isto me fez repensar as conseqüências do conceito da "Grande Apostasia". O corolário desta doutrina é que Jesus não teve uma congregação de fiéis discípulos, nenhuma organização visível ou igreja sobre a terra, durante um longo período, talvez vários séculos, até que algum indivíduo (Martinho Lutero, João Calvino, John Wesley, Joseph Smith, Charles Russell ou qualquer outro), baseando-se apenas nos escritos dos primeiros cristãos, os compreenderam corretamente e "restauraram" o verdadeiro cristianismo apostólico sobre a terra. Finalmente, concluí que esse ponto de vista era indefensável, pois significaria que a maioria das pessoas que viveram entre a apostasia e a "restauração" - toda vez que esta supostamente ocorria - na prática não tiveram nenhuma oportunidade de se converter em verdadeiros cristãos, visto que o parecer era que ninguém era capaz de reconhecer 'as simples verdades que são ensinadas na Bíblia' até que aparecesse algum desses reformadores.

A IGREJA: VISÍVEL OU INVISÍVEL?

Também comecei a pensar seriamente sobre como deveria ser a verdadeira Igreja de Jesus Cristo. Devido a minha própria experiência, não me custou aceitar o ponto de vista da 'igreja invisível', na qual todos os membros da 'única santa Igreja católica e apostólica' encontram-se disseminados por todas as confissões cristãs do mundo e é composta por homens e mulheres de cada comunidade cristã que realmente levam à sério a fé e tentam viver em conformidade com as Sagradas Escrituras. A maioria das comunidades de fé que vi estava aparentemente repleta de pecadores que não praticavam a sua fé. Porém, enquanto pensava nisso, comecei a perceber que esta perspectiva apresentava problemas insanáveis. Uma igreja invisível é uma "comunidade" de pessoas espalhadas que não se conhecem, nem estão em mútuo contato. Na verdade, carece totalmente de características visíveis (pois, afinal, é invisível!). Não podemos saber nada de certo acerca de semelhante igreja: onde estão, em que crêem, como prestam culto. Concluí que tudo isso era fruto da imaginação. É como queremos que ela seja, já que não existe nada real com o que podemos comparar. É uma igreja que pode ser interpretada da nossa própria maneira. E o mais importante: não se parece absolutamente em nada com a Igreja descrita no Novo Testamento, que estava repleta de pessoas reais, santas e pecadoras; possuía uma estrutura que incluía presbíteros, diáconos e discípulos de Cristo que se submetiam, em menor ou maior grau, à sua liderança. Cada congregação dos fiéis de Deus descrita nas Escrituras não é apenas visível, mas também humana, com todos os problemas que existem em uma família, clube ou comunidade de seres humanos de qualquer parte. De que outra maneira poderia qualquer igreja ser o sal e a luz da comunidade? De que outra maneira poderiam os não-crentes ver suas boas obras e glorificar a Deus? Até os reformadores, embora rejeitando a autoridade de Roma, reconheciam a existência e a necessidade de um conjunto visível de crentes. Continuei lendo livros de História e também as obras dos primeiros cristãos. A estes lhes considerava representações precisas do que o conjunto principal de antigos cristãos cria e praticava. Me surpreendeu que tantos conceitos e ensinamentos que anteriormente rejeitava me tivessem sido apresentados de maneira incorreta e, inclusive, desonesta na Torre da Vigia e na literatura evangélica, retratando-os como ilógicos ou contraditórios às Sagradas Escrituras. Tal como os apresentavam os primeiros cristãos, geralmente tinham mais sentido e correspondiam melhor às Sagradas Escrituras que muitas das explicações que tinha lido nos Comentários. Comecei a aceitar uma quantidade cada vez maior dos ensinamentos que ali encontrava, simplesmente porque eram claros, maduros e se ajustavam às Escrituras. Um por um, analisei estes ensinamentos comparando-os com as Sagradas Escrituras e, enquanto me convencia de sua validade, paulatinamente minha interpretação do Cristianismo começou a mudar. A complexidade de certas passagens com que havia lidado durante anos passou a desaparecer lentamente. Realmente todas as peças começavam a se encaixar (pela primeira vez na vida). Toda a minha interpretação do Cristianismo se modificou!

SACRAMENTOS

Os primeiros cristãos criam que o Pão e o Vinho servidos durante a comunhão, após serem consagrados pelo presbítero, realmente se convertiam no Corpo e Sangue de Jesus Cristo. Isto é exatamente o que Jesus disse com clareza em João 6. No entanto, a maioria dos protestantes considera que as palavras de Jesus são simbólicas. Nenhum dos primeiros cristãos entendeu assim. Na verdade, fora pouquíssimas exceções, nenhum cristão anterior à Reforma alemã jamais duvidou deste ensinamento. Esta foi a minha introdução ao conceito de "sacramentos" da fé cristã: objetos materiais pelos quais Deus transmite a graça aos seus fiéis. Nunca ouvi mencionar acerca deles entre os Testemunhas ou os cristãos evangélicos. Todo o conceito me resultava novo e estranho. Porém, à medida que lia, orava e pensava nisso, o assunto tinha cada vez mais sentido. Em síntese, o culto sacramental ensina que Deus opera através de coisas simples como água, pão, vinho e óleo. Estes objetos materiais, quando são consagrados e empregados na Igreja fundada por Jesus, transformam-se em meios pelos quais a graça de Deus é comunicada aos seres humanos. Desempenham um papel fundamental na saúde e nos devolve a plena comunhão com nosso Pai celestial. Segundo esta perspectiva, Deus opera através da sua criação e não ao redor ou apesar dela mesma. No início, eu pensava que isto era totalmente alheio às Escrituras. Porém, agora, guiado pelos primeiros cristãos, passava a encontrar em todas as partes da Bíblia. Por exemplo: Naaman, um leproso sírio, foi curado ao obedecer a ordem de Eliseu (dita de passagem e transmitida por um criado seu) para banhar-se sete vezes no rio Jordão. A água não era mágica, porém Naaman precisou obedecer a ordem e banhar-se nessa água para ser curado (2Reis 5). Os primeiros cristãos criam que as águas do batismo tinham o poder de lavar ou eliminar o pecado dos novos discípulos (Atos 22,16), tal como tinha eliminado a lepra de Naaman. Outros exemplos: Jesus curou um cego fazendo lama, colocando-a sobre os seus olhos e mandando-o lavar-se na piscina de Siloé (João 9,6-11). Uma mulher acreditou que seria curada se tocasse apenas na borda das vestes de Jesus; e de fato foi curada. O pano não era mágico, mas em conjunto com sua fé, transformou-se no meio pelo qual recebeu o poder de Jesus (Mateus 9,20-22). Enquanto relia as Escrituras, me surpreendeu encontrar tantos relatos das obras poderosas de Jesus e dos Apóstolos que se davam por ações físicas como tocar ou soprar sobre os receptores, ou objetos usados como pão, peixe, óleo e vinho. Uma descoberta impactante!

Nessa mesma época, estava folheando alguns livros usados em uma loja quando encontrei um exemplar do Catecismo Católico à venda por alguns centavos. O comprei e comecei a ler. Fiquei maravilhado com o que havia encontrado! A explicação católica da fé e dos princípios morais cristãos, inclusive a salvação, o batismo, a redenção e a expiação dos pecados, parecia-se muito mais com a explicação da Igreja dos primeiros cristãos do que de qualquer Comentário protestante que havia lido. Com muita freqüência se referia aos primeiros cristãos como fonte de autoridade. A partir desse ponto, comecei a considerar seriamente a Igreja Católica Romana. Me surpreendeu descobrir como seus ensinamentos e práticas guardavam uma íntima relação com a perspectiva dos primeiros cristãos. Porém, como poderia explicar a existência de tantos católicos que não levavam a sério o Cristianismo? No princípio, com certa dificuldade de conceito, mas sempre pensando e orando, recordei que Deus empregou o antigo Israel como "recipiente" da auto-revelação divina transmitida por Moisés durante mais de 15 séculos, mesmo quando a maioria dos israelitas e até suas autoridades eram infiéis. Não poderia ter feito o mesmo com a Igreja universal fundada por Cristo?

A SAGRADA TRADIÇÃO

Eu havia me inteirado, pricipalmente através de fontes judaicas, que grande parte da prática judaica tinha sido transmitida durante séculos por via oral. Moisés comunicou as normas da Lei Mosaica aos israelitas no Sinai, porém nem tudo tido sido colocado por escrito. As tradições verbais foram colocadas por escrito pela primeira vez (no Talmud e na Mishná) logo após a destruição do Segundo Templo, no século I d.C. É certo que Jesus tinha dito que os fariseus tinham 'invalidado a Palavra de Deus por suas tradições'. Porém, me dei conta de que não quis dizer que toda tradição era negativa; apenas aquela que o homem tinha criado e que contradizia a Revelação divina. As Sagradas Escrituras dizem claramente que Cristo revelou muitas coisas aos seus discípulos e que não foram escritas (João 21,25). Também diz que 'a Igreja' (e não as Sagradas Escrituras) é 'a coluna e o fundamento da verdade' (1Timóteo 3,15). O que Jesus ensinou aos seus discípulos na forma oral não foi 'agregado às Escrituras' pelos Apóstolos; foram ensinadas oralmente aos novos discípulos que surgiram. As Escrituras foram redigidas dentro de um marco eclesiástico em pleno funcionamento, no qual cada ensinamento cristão havia sido transmitido na forma oral durante décadas. Quando o Apóstolo Paulo escreveu cartas às congregações, já tinha dedicado muito tempo antes ensinando-as na forma oral. Suas cartas podiam e diversas vezes deixou muitas coisas para expor. As cartas de Paulo tratam principalmente das contingências e problemas que requeriam o seu conselho e não dos ensinamentos e práticas que todos já conheciam, pois já tinham sido ensinados oralmente e previamente.

O MOMENTO DECISIVO: SEGUIMOS ADIANTE NA FÉ

Finalmente, fomos recompensados e a evidência mostrou ser conclusiva. Minhas investigações sobre a História da Igreja dos primeiros cristãos me permitiu adotar uma perspectiva católica sem que o meu anterior prejuízo contra a Igreja Católica viesse a interferir. O que íamos encontrando nos ensinamentos católicos era incrível: ensinamentos profundos, atraentes, respaldados pela História, de uma lógica coerente e que se ajustavam às Escrituras, resultando como gratificantes não apenas para a mente, mas também para o coração. Agora sentíamos que fazíamos parte desse caminho durante todos estes anos. Encontrei nos artigos de outros convertidos ao Catolicismo uma grande utilidade. Admito que tinha abordado a questão muito vagamente ao estudar o Cristianismo.

Muitos teólogos católicos são gigantes espirituais. Lendo-os, aprendi muito sobre Deus e suas peculiaridades, que jamais supus que existissem. Li 'The Everlastin Man', de G.K.Chesterton, que influenciou na conversão de C.S.Lewis ao Cristianismo. Seus livros 'Orthodoxy', 'Heresy' e 'Conversion' verdadeiramente me tocaram o coração. Os apologistas católicos têm um profundo respeito por C.S.Lewis, ainda que este fosse anglicano, já que sua teologia é praticamente ortodoxa. 'A Map of Life', 'Theology for Beginners' e 'Theology and Sanity', de Frank Sheed, são claros e concisos. Os livros de convertidos contemporâneos ao Catolicismo, como Jimmy Akin, Thomas Howard, Karl Keating, Scott Hahn, Dave Armstrong e Peter Kreeft são especialmente úteis para encarar as dúvidas que os protestantes têm sobre a fé católica. 'Catholic Christianity and his Christian Apologetics', do dr. Kreeft e Ron Tacelli, é mais claro e exaustivo que qualquer defesa protestante do Cristianismo que já li. 'Estas pessoas estão no caminho correto', pensei ao ler o livro. Pensam com maior profundidade que eu na maioria das questões e estão dispostas a arriscar suas vidas e carreiras para seguir a verdade aonde quer que estejam. Durante muito tempo cometi o erro de julgar os ensinamentos católicos baseando-me em pessoas católicas, a maioria das quais (como seus primos protestantes) são mais indiferentes acerca da teologia. Porém, depois de aceitar a evidência histórica de que a fé católica era a expressão original e mais completa do Cristianismo, não devendo julgar a Igreja inteira por causa do [mal] comportamento de alguns pecadores, minha perspectiva mudou. Comecei a ler obras católicas entusiasticamente. As explicações católicas do Cristianismo ajustam-se às Escrituras, ao mundo real e ao coração do ser humano. Creio, com toda a honestidade, que qualquer pessoa que as siga fielmente se transformará em um homem ou mulher de Deus. Os ensinamentos do Catolicismo são sólidos, plenos e retos. Chegamos a eles lenta e cuidadosamente, seguindo a verdade e identificando e rejeitando o erro.

Compartilhei com Glória as coisas que estava lendo. Ela também as leu e refletiu. Falamos de algumas coisas, porém eu não queria pressioná-la, para que pudesse tomar uma decisão por si mesma. Continuou lendo. Certo dia, simplesmente me disse: 'Deveríamos nos converter ao Catolicismo' (ela tinha sido batizada na Igreja Católica logo após nascer). Consumamos o nosso desejo de tornar parte desta venerável Igreja reunindo-nos com o nosso pároco, o pe. James Cronin, durante alguns meses, a fim de examinar [um pouco mais] os ensinamentos católicos. Fomos admitidos no seio da Igreja Católica Romana em 9 de junho de 2006. Estamos emocionados por sermos católicos e por nossos novos companheiros católicos. Nos sentimos completamente felizes dentro da Igreja que Jesus Cristo fundou. Encontramos o Lar!"

Todos os artigos disponíveis neste sítio são de livre cópia e difusão deste que sempre sejam citados a fonte e o(s) autor(es).

Para citar este artigo:

CABEEN, Tom. Apostolado Veritatis Splendor: TOM CABEEN - EX-TESTEMUNHA DE JEOVÁ / EX-BATISTA. Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/5224. Desde 29/12/2008.
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Re: TOM CABEEN - EX-TESTEMUNHA DE JEOVÁ / EX-BATISTA

Nova mensagempor Pássaro em 30 Dez 2008 15:45

Realmente interessante o relato desse senhor!
O barco da torre tá afundando?
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Re: TOM CABEEN - EX-TESTEMUNHA DE JEOVÁ / EX-BATISTA

Nova mensagempor André Felix em 30 Dez 2008 16:59

Não é primeira vez que leio relatos desse tipo. Pessoas que estudam seriamente as origens do cristianismo são forçadas a concordar que ele logo no início se parecia muito com as igrejas cristãs mais antigas - católica e ortodoxa.
Essa teoria de uma "igreja primitiva", simples, sem muitos sacramentos, sem rituais complexos, sem o uso de imagens, sem clérigos, que teria sido corrompida desde mais ou menos o "Concílio de Nicéia", adotando o chamado "romanismo", seria uma invenção dos reformadores protestantes. Depois deles todos os fundadores das seitas cristãos mais exclusivistas adotaram esse ponto e vista alegando que eles sim seriam os verdadeiros retomadores do "cristianismo primitivo". Ou que os reformadores reformaram pouco demais, Russel e as primeiras testemunhas de Jeová disseram isso, bem como os adventistas e mórmons.
A origem do cristianismo parece ser confusa, ou ao menos complexa demais para leigos. A tese de uma cristianismo verdadeiro abandonado e depois retomado por reformadores, cristãos mais "honestos" e "corajosos" do que o clero católico, simplifica demais essa origem. Até adotar a Bíblia como o único parâmetero para a fé cristã é uma simplificação questionável. Claro que citações fora de contexto e a adoção aleatória de algumas passagens em detrimento de outras, em especial nos discursos de Cristo e nas cartas de Paulo, precisa ser feita para a adoção exclusiva da Bíblia. A origem dessa coletânia de textos aponta para um objetivo totalmente diferente. Outras "autoridades" além desses textos tinham importância desde o início do cristianismo. Mas falar em "são" Pedro como o primeiro "papa" causa riso ou mesmo irritação em qualquer evangélico
Eu acho que o problema é que a Igreja Católica tem dificuldade em se comunicar com as pessoas e as vezes até adota conceitos protestantes para vencer a concorrência das igreja menores e mais versáteis. O Padre Marcelo Rossi é um exemplo famoso disso. Ele se parece mais com um pastor evangélico. Os padres novos que estão substituindo os idosos em paróquias que ee conheço no Cariri, por exemplo, também adotam essa postura. A decadência da Igreja Católica nas cidades da região acelera assim que chega um padre novo, neopentecostal.
O pensamento é o ensaio da ação.
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Re: TOM CABEEN - EX-TESTEMUNHA DE JEOVÁ / EX-BATISTA

Nova mensagempor cabraldestroyer em 31 Dez 2008 11:21

Eu li o relato na integra.

é meio vazio.

citaçao
Eu havia me inteirado, pricipalmente através de fontes judaicas, que grande parte da prática judaica tinha sido transmitida durante séculos por via oral. Moisés comunicou as normas da Lei Mosaica aos israelitas no Sinai, porém nem tudo tido sido colocado por escrito. As tradições verbais foram colocadas por escrito pela primeira vez (no Talmud e na Mishná) logo após a destruição do Segundo Templo, no século I d.C. É certo que Jesus tinha dito que os fariseus tinham 'invalidado a Palavra de Deus por suas tradições'. Porém, me dei conta de que não quis dizer que toda tradição era negativa; apenas aquela que o homem tinha criado e que contradizia a Revelação divina. As Sagradas Escrituras dizem claramente que Cristo revelou muitas coisas aos seus discípulos e que não foram escritas (João 21,25). Também diz que 'a Igreja' (e não as Sagradas Escrituras) é 'a coluna e o fundamento da verdade' (1Timóteo 3,15). O que Jesus ensinou aos seus discípulos na forma oral não foi 'agregado às Escrituras' pelos Apóstolos; foram ensinadas oralmente aos novos discípulos que surgiram. As Escrituras foram redigidas dentro de um marco eclesiástico em pleno funcionamento, no qual cada ensinamento cristão havia sido transmitido na forma oral durante décadas. Quando o Apóstolo Paulo escreveu cartas às congregações, já tinha dedicado muito tempo antes ensinando-as na forma oral. Suas cartas podiam e diversas vezes deixou muitas coisas para expor. As cartas de Paulo tratam principalmente das contingências e problemas que requeriam o seu conselho e não dos ensinamentos e práticas que todos já conheciam, pois já tinham sido ensinados oralmente e previamente.

na minha visao, a naçao de israel foi criada por um objetivo, e tinha suas leis bem definidas, apois isso nao justificava mais a sua existencia. Por isso o seu fim em 70 E.C.

é verdade q alguns cristao do primeiros seculo tinham um conceito errado sobra a comemoraçao da morte de Cristo, Alguns aproveitavem a ocasiam para comer ate se estufar e beber ate ficarem embriagados. Mais a grande maioria tinha o conceito correto.
Jesus estabelecu um novo modelo de adoraçao a seu pai, fundamentado na esperança, na fé e no amor, esse modelo tinha q ser seguido dali pra frente. Jesus fundamentou bem isso, inculcou na mente e no coraçao dos seus discipulos, q por sua vez tinha q passar para as geraçoes seguintes, mais infelizmente foi perdendo força e se perdendo depois da morte dos apostulos. Mais enfim, o modelo foi estabelecido, a excência do genuino cristianismo está bem preservada na biblia.
Ouvi dizer, muitos não estão mais nem aí para as palavras de um homem que está bem perto daqui, Melhor Correr, enquanto há tempo para nós, Antes que tudo vá pros ares sem ouvir a nossa voz. "Desconfio", CPM 22, fazendo uma referencia as TJ.
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Re: TOM CABEEN - EX-TESTEMUNHA DE JEOVÁ / EX-BATISTA

Nova mensagempor JOSÉ FACCIOLI JR em 31 Dez 2008 14:10

Existem simbolismos claramente visíveis nas vestes sacerdotais dos padres quando celebram a missa:

O Pão é simbolizado pela haste de trigo, está estampada na veste,
O Peixe e a água também estão estampados na veste,
E me parece que existe também outro simbolo que tem a ver com a cruz e uma palavra grega para um significado que não me lembro do que se trata.

Mas eu acho tudo isso, apenas remanescência do que já foi a primitiva igreja de Cristo, é só, mais nada! De resto são apenas coincidências.
"Quando nós adotamos cegamente uma religião, um sistema político, um dogma literário, nós nos tornamos autômatos, paramos de crescer" - Anaïs Nin (1914-1977)

http://yosefbenyosef.blogspot.com/
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Re: TOM CABEEN - EX-TESTEMUNHA DE JEOVÁ / EX-BATISTA

Nova mensagempor cabraldestroyer em 31 Dez 2008 14:20

Yosef

os simbolismos da igreja catolica nao indicam nada.
Jesus qdo na terra nao deixou nenhum simbolo representando o verdadeiro cristianismo, onde quem tivesse esse simbolo milhares de anos a frente era dono do genuino cristianismo.

Na verdade Yosef, Jesus deixou sim, o Amor.
Ouvi dizer, muitos não estão mais nem aí para as palavras de um homem que está bem perto daqui, Melhor Correr, enquanto há tempo para nós, Antes que tudo vá pros ares sem ouvir a nossa voz. "Desconfio", CPM 22, fazendo uma referencia as TJ.
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A história de Tom Cabeen, ex betelita.

Nova mensagempor BrunoBernardes em 22 Ago 2017 14:54

Boa tarde amigos, peguei essa história no Facebook e dei uma ligeira pesquisada aqui no Fórum, por isso estou criando o tópico offline, coloquei dentro do spoiler por que é um textão.

Se não for incomodo peço a Moderação que se possível e de acordo com o Fórum, possam tirar do spoiler e tornar o tópico online.

Obrigado!

Tom cabem: Líder das testemunhas de Jeová se torna católico.

Clique para: Ver
Era um betelita, pois esteve entre os principais líderes na casa Betel, sede das testemunhas de Jeová a nível mundial.

A minha experiência com as testemunhas fez-me compreender que é fácil ser apanhado por uma organização e perder o sentido da verdadeira natureza do cristianismo. Acredito que a bíblia nos diz qual é o nosso propósito e que quando nos nos Deus enviou o seu próprio filho para nos salvar do pecado.

"Líder na torre de vigilância"

No Lar Betel (como normalmente é chamado para a central de Brooklyn), me aplique com diligência ao meu trabalho. Estava determinado a aprender tanto quanto possível sobre os ensinamentos da torre de vigilância. A minha vontade de me entregar ao trabalho e uma aptidão natural para o mesmo resultou em que me fossem atribuídas outras responsabilidades que normalmente eram reservadas a pessoas mais velhas do que eu.

Pouco depois da minha chegada a Betel, os meus pais começaram o ministério do tempo inteiro (precursorado). Meu Pai foi convidado a ser superintendente de circuito (pregador viajante) e assim se dedicou a visitar as congregações de língua espanhola no sudoeste e nordeste dos Estados Unidos por cerca de dez anos. Em Nova York fui designado como membro do Comité de serviço da minha congregação local à idade de 1971 anos e, em seguida, como idoso em 1971 aos 1971 anos. No ano seguinte, fui nomeado um "velho betelita". como tal, tive a oportunidade de falar nas conferências e assembleias públicas como representante da torre de vigilância. Na idade de anos, fui o principal discursar na Assembleia Distrital de roanoke, Virginia.

Em Betel fui designado para trabalhar no linotipo grande que produziu a revista "Torre de vigilância". um ano depois fui nomeado supervisor de uma série de linotipos. Aos anos fui nomeado superintendente da oficina de impressão. Cultivava amizades com membros maduros e responsáveis de Betel, muitos deles escritores ou pessoas que trabalhavam em outros escritórios importantes a que eram atribuídas as testemunhas mais leais e melhor formadas. Nesses tempos eu costumava ter conversas com eles sobre os ensinamentos da sociedade e o funcionamento da organização.

No final de 1973, voltei a encontrar-me com uma jovem e encantadora mulher chamada gloria, que também era betelita e a quem tinha conhecido pouco depois de sua chegada a Betel no ano 1971. Saímos por um tempo, nos apaixonamos e nos Casámos a 25 de maio de 1974. Glória, tal como eu, era uma entusiasta entusiasta da sociedade de vigilância e uma pessoa muito trabalhadora. Ambos tínhamos decidido dedicar completamente as nossas vidas como membros da sede principal durante os poucos anos que restavam antes do fim do mundo no armagedão. Ambos aprendemos francês e nos-nos para trabalhar com testemunhas de fala francesa, principalmente haitianos, em newark, New Jersey.

"surgem dúvidas inquietantes"

Apesar de ter sido testemunha durante quase 10 anos (eu me baptizei em 1959), nunca tinha lido a bíblia na sua totalidade. Decidi então fazê-lo. Isto suscitou muitas dúvidas que andavam em meus pensamentos. Quanto mais lia, mais contradições encontrava entre as simples explicações que ofereciam as escrituras e as minhas crenças como testemunha. Ao princípio atribuí a minha falta de compreensão para a minha juventude e inexperiência. Mas, com o decorrer do tempo, o respeito e a confiança que me proporcionaram os meus pares começaram a aumentar.

Nesta altura, comecei a falar cautelosamente das minhas dúvidas sobre a bíblia com membros mais velhos e bem respeitados da sede principal. Fiquei surpreso ao descobrir que havia muitos deles que tinham os mesmos problemas que eu e também a forma como falavam abertamente sobre esses assuntos. Comecei a olhar para os ensinamentos da torre de vigilância de diferentes pontos de vista a partir da publicação do livro "ajuda para compreender a bíblia" em 1971. Houve mudanças na organização que deixaram a porta aberta ao exame de outros ensinamentos fundamentais. Estava a pensar: " se nos enganamos a pensar que certas actividades estavam solidamente baseadas nas Escrituras, não poderíamos também estar errados sobre as doutrinas?" eu não era o único que perguntava essas coisas.

Durante a década de 70, uma crescente quantidade de pessoas sinceras da sede principal começou a ler as outras traduções bíblicas para além da tradução do novo mundo da torre de vigilância e também comentários bíblicos. Começámos a reunir-nos em grupos informais em que estudávamos e debatemos abertamente, sem a "Assistência" das publicações da torre de vigilância. Para 1979, convenci-me de que não havia maneira de reconciliar alguns ensinamentos da torre de vigilância com a Bíblia. No entanto, ainda acreditava que Deus estava guiando a organização, de modo que eu acreditava que se agora grandes mudanças. Os esperei com expectativa expectativa.

Por outro lado, a minha esposa gloria, estava insatisfeita em Betel. As suas dificuldades não eram principalmente de natureza doutrinária, mas tinham a ver com a forma como as pessoas eram tratadas. Queria deixar Betel para ter filhos. A meu ver, a cronologia da torre de vigilância estava correcta. Por isso, não conseguia perceber porque é que toda a gente queria ir para o fim do mundo. Mencionei o assunto a um amigo de confiança do corpo governante, Ray Franz. Deu-me uma cópia de uma carta que tinha sido escrita para a sociedade de vigilância por Carl Olof Jonsson, uma testemunha do corpo da Suécia. O Jonsson apresentou provas irrefutáveis de que a cronologia da torre de vigilância continha erros graves. A lógica que ele usava e a documentação que apresentava eram sólidas e de grande erudição. Li as provas várias vezes. Finalmente, convenci-me.

O que era difícil de aceitar não era o erro em si, mas sim a sua consequência: a cronologia era e é absolutamente essencial para determinar a afirmação da sociedade torre de vigilância de que é o "Canal de comunicação" de Deus com a humanidade no breve Período anterior ao fim do mundo. Comecei a considerar seriamente a possibilidade de a sociedade de torre de vigilância não ser o que segurava ser. Parecia existir a certeza de que os líderes da sociedade no melhor dos casos tinham sido induzidos em erro, ou no pior dos casos eram hipócritas e falsos profetas. Embora eu tenha gostado muito de estar ao seu serviço e amava verdadeiramente os meus irmãos e irmãs testemunhas, parecia quase certo que a minha partida definitiva era inevitável.

Assim morreu em mim o desejo de apoiar activamente algo em que já não acreditava. A minha função na sede principal tinha chegado ao fim. No meio deste período de confusão, os meus pais vieram a Nova Iorque do Texas para nos visitar. Na sequência de alguns comentários que fiz sobre a excomunhão de alguns dos nossos amigos íntimos, intuição que a minha atitude incondicional anterior de apoio à organização estava a mudar. Garanti-lhes que nunca abandonaria Deus, Jesus Cristo ou a Bíblia, mas que não podia negar que tinha sérias dúvidas quanto à autoridade da organização. Mas já sem a fé na cronologia da torre de vigilância, não havia motivo para adiar o nosso desejo de formar uma família.

Decidimos sair de Betel o mais rápido possível. Partimos em 15 de julho de 1980. Ainda não estava preparado para me afastar de toda a minha comunidade. Toda a nossa vida estava ligada às testemunhas de Jeová. Também tinha a impressão de que estaríamos numa situação mais favorável para que os nossos pais compreender como tinha mudado a minha forma de pensar se ainda tínhamos uma relação. As coisas não correram como esperava. Esse foi o início de um profundo distanciamento que durou um quarto de século. Continuou a aumentar até me encontrar quase completamente isolado dos meus pais. Nunca consegui reconciliar-me com o meu pai antes de morrer em 2002. Ainda o amo e sinto a falta dele.

Tudo estava para dar uma reviravolta. Tínhamos de recomeçar as nossas vidas. Não de dinheiro, pois tinha passado os anos anteriores como voluntários sem salário. Tinha estudado muito e tinha experiência de trabalho e conhecimentos técnicos, mas não tinha diploma universitário. Pedi 300 dólares ao meu sogro para me transferir para lancaster, Pensilvânia, com o pouco que tínhamos. Vivemos com os pais da gloria durante dez semanas até conseguir um emprego e encontrar um lugar para viver.

"Expulso ( excomungado ) da irmandade das testemunhas de Jeová"

Tivemos de abandonar a sede principal por vontade própria, mas ainda a organização me tinha uma grande estima, de modo que pouco depois de chegar à Pensilvânia, fui nomeado membro do corpo de idosos. Tinha dúvidas, mas não encontrava motivos para me afastar das testemunhas de Jeová, desde que a minha relação com eles não envolvesse violar com o que me ditava a consciência. No entanto, descobri que esse objectivo era cada vez mais difícil, uma vez que a tendência geral das publicações da torre de vigilância durante esses meses consistia em advertências contra os que não concordavam com os seus ensinamentos aos que chamo de "Apóstatas" e merecedores da Condenação eterna. Depois de cerca de um ano, desisti do meu cargo de ancião.

Nessa altura, tínhamos um filho, Matthew, que tinha nascido em 9 de agosto de 1981. Cerca de um ano e meio depois, os membros do conselho da congregação de Lancaster, pediram para falar com a gloria e comigo depois da reunião habitual. De serviço às quintas à noite. Acabou por ser uma sessão judicial informal. Fui interrogado (na presença de glória) por mais de uma hora sobre se eu tinha algumas " dúvidas." o único tema específico pelo qual fui interrogado era se acreditava ou não que a sociedade torre de vigilância era uma organização de Jeová. Eu respondi que Deus tinha feito através das testemunhas de Jeová mas que não estava disposto a limitar-se a agir exclusivamente através deles. Ele é Deus, afinal, eu disse e pode fazer tudo o que quiser.

A reunião terminou sem que se tomem medidas. Apesar de termos sido bastante activos com a congregação durante mais de dois anos e meio, poucos, se é que os havia, sabiam que tínhamos dúvidas. No entanto, em menos de um par de dias, muitos tinham ouvido dizer que éramos "Cépticos". pediram-nos que asistiésemos a outra reunião breve algumas semanas depois. Os membros do conselho fizeram-nos saber que, dado que as nossas dúvidas na congregação eram "Vox populi", tinham de tomar alguma medida. Mencionei que nenhuma pessoa da congregação sabia nada das nossas dúvidas antes de os idosos se juntarem a nós. Era óbvio que os mesmos membros do conselho tinham divulgado essa ideia após a nossa reunião.

A esposa de um velho tinha mencionado uma cunhada de gloria alguns detalhes da reunião. Um dos membros do conselho respondeu: " como se chegou a conhecer a informação não é o tema que interessa. Agora que é do domínio público, temos de tomar medidas ". anunciaram a sua decisão de nos expulsar. Isto significava que a nossa família e amigos seriam forçados a rejeitar-nos ou, caso contrário, seriam também expulsos. Tivemos a impressão de que a decisão de expulsar-nos tinha sido tomada antes de se juntarem a nós, com base em factores que não eram nem provas nem o nosso próprio testemunho. Era evidente que não serviria de nada apelar à decisão. Desta forma terminaram quase três décadas da nossa relação com as testemunhas de Jeová. A nossa comunidade religiosa rejeitou-nos e agora estávamos sozinhos.

Obra Deus através de uma organização?

Apesar da forma como fomos tratados, havia muitas coisas admiráveis nas testemunhas que eu tinha certeza que estavam corretas. Tinha descoberto o erro, mas o que queria era a verdade. Eu precisava de alguma maneira confiável de saber quais os ensinamentos da torre de vigilância eram reais e quais eram falsas. Porque uma vez pensei que Deus empregava a organização da torre de vigilância como um canal exclusivo para se comunicar com os seus fiéis, concentrei as minhas reflexões sobre esse assunto. A minha esperança era poder escrever um ensaio que ajudasse os meus pais (acima de tudo) a compreender porque tinha modificado algumas das minhas opiniões sobre a sociedade torre de vigilância. Usando a minha concordância e o dicionário bíblico, comecei minuciosamente a procurar nas sagradas escrituras provas sobre se Deus alguma vez tinha usado ou não uma organização como instrumento oficial para se comunicar diretamente com a humanidade.

Concluí que não e postei meu ensaio em um artigo que chamo " Obra Deus através de uma organização?" com os anos, foi traduzido em várias línguas e teve uma circulação bastante ampla entre as testemunhas que se separaram da organização, especialmente quando A Internet começou a ser utilizada em massa. Se bem que nesse momento agi sem sentimento de culpa, sinto um pouco de tristeza pelo sucesso que tive e devo aceitar o fato de que meus escritos provavelmente induziram muitos ao erro. Inicialmente, não entendia a diferença entre as organizações humanas e a verdadeira igreja, o corpo de Cristo. Mais tarde, corrigi o meu artigo para provar que Cristo estava organicamente ligado ao seu corpo, o que não acontecia com as organizações humanas. Mas ainda tinha muito a aprender sobre o que Jesus tinha iniciado e preservado: uma igreja visível; um corpo vivo em que o habita.

"uma mão estendida para as ex-Testemunhas"

Depois de sair de Betel, mantive-me em contacto com ex-Testemunhas amigos e trave amizade com alguns novos. Começou a formar-se uma rede crescente, através da qual se trocam palavras de conforto e encorajamento. Durante o verão de 1983, o meu amigo Peter gregerson convidou-nos a nós e a várias testemunhas a uma reunião, na qual se decidiu dar carácter oficial ao grupo sob a forma de um ministério. O nosso grupo chama-se "Biblical Research and commentary incorporated", brci para abreviar.

O objectivo era produzir materiais e prestar apoio às testemunhas que se separavam, para facilitar a dolorosa transição da sociedade de torre de vigilância para o "mundo exterior". no próximo verão - em 1984-a primeira de várias reuniões anuais teve lugar em gadsden , Alabama.

Muitas testemunhas expulsas têm membros da família ou cônjuges que ainda são leais à organização. Parecia-nos que um nome mais neutro podia facilitar o envio de materiais para alguém sem alertar os membros da família que eram testemunhas do facto de o destinatário estar a falar com uma ex-Testemunha, o que era estritamente proibido. Pelo que me lembro, Ray Franz sugeriu o nome, embora nunca tenha sido membro do diretório de brci.

Estabelecemos uma linha telefónica confidencial de ajuda para confortar as pessoas que se sentiam magoadas por deixar a organização da torre de vigilância. Logo após a sua publicação, o meu artigo sobre a organização era sempre incluído no pacote informativo que era enviado para aqueles que chamavam a linha de ajuda de brci. Experiência eclesiástica durante aproximadamente os primeiros sete anos, gloria e eu lemos e estudamos a bíblia por nossa conta ou com outras ex-Testemunhas com os quais nos semana por meio de um pequeno grupo de apoio. Somos fortes laços sociais com estes queridos amigos, mas o nosso crescimento espiritual foi lento. Em Geral, os nossos debates centraram-se mais em coisas em que pensávamos que eram verdade, mas que tínhamos rejeitado.

Estávamos sempre a voltar ao mesmo, sempre que nos encontrávamos. Finalmente a gloria disse: " já estou farta de examinar as mesmas coisas de sempre. Quero aprender algo novo e verdadeiro sobre Cristo!" também já tinha chegado o nosso segundo filho, James, nascido a 22 de novembro de 1986. À medida que nossos filhos começavam a crescer, sentimos cada vez mais a necessidade de encontrar cristãos Que acreditassem na bíblia com os quais os nossos filhos pudessem relacionar-se.

Muitas das crianças do nosso bairro eram educadas como humanistas seculares e não partilhavam nem os nossos princípios cristãos nem os nossos pontos de vista sobre a importância de agradar a Deus. Tentámos uma igreja local e, em seguida, tornámo-nos amigos do pastor e da sua esposa. Quando soube do meu currículo, pediu-me para tomar conta de uma aula de catequese para adultos. Surpreende-me que não me tenha pedido mais detalhes sobre as minhas crenças.

Nem sequer frequentou a aula para ver o que ele ensinava. Isto pareceu-me estranho, pois para mim, a precisão doutrinária era ainda importante. Mas sempre ensinava a "Ortodoxia" no sentido de que podia apoiar os meus ensinamentos tanto a partir das Sagradas Escrituras como a partir de comentários protestantes que gozavam de respeito. Nem a glória nem eu nunca nos tornamos membros dessa igreja. Não queríamos participar-lo a nenhuma organização religiosa. Depois de ensinar lá durante cerca de um ano, o pastor pediu-me para não deixar o meu cargo de mestre, pois achava que não podia ter alguém que desse aulas e que ao mesmo tempo não fosse membro da igreja. Acho que tinha razão. Foi uma boa experiência em termos gerais.

Começamos a fazer amigos cristãos. Soubemos que nem todos os cristãos evangélicos estavam totalmente convencidos da verdade doutrinal como nós éramos. Procurávamos uma comunidade de crentes que tivessem muitas crianças e um grande número de programas para eles. Finalmente, fomos adaptando gradualmente a uma irmandade Batista evangélica independente. Lá conhecemos muitos cristãos excelentes e rapidamente nos envolvemos em atividades religiosas. Alguns meses depois de começarmos a parceria com aquela igreja, outra vez me pediram para dar aulas bíblicas para adultos, atividade que desempenhe ininterruptamente durante anos.

"lições de história"

No final da década de 90, eu comecei a trabalhar em outro artigo com o objectivo de complementar o que tinha escrito sobre a organização. A minha intenção era ajudar ex-Testemunhas a encontrar outros crentes e a relacionar-se com eles. Queria que se sentissem confortáveis ajudando-os a compreender que muitas igrejas atuais ensinam e prestam culto em forma semelhante aos discípulos do século primeiro. Eu pensei que seria útil mostrar como eram os primeiros cristãos, como eram estruturadas suas congregações, como vivia e rendiam culto e em que aspectos se de dos ensinamentos e da prática das testemunhas de Jeová.
_____________________________

Queria que compreender que viver como cristãos era o que mais importava e os encorajou a juntar-se a qualquer irmandade cristã centrada na Bíblia. Eu comecei empregando somente as escrituras e logo me dei conta que tantas coisas que são ensinadas e praticadas nas igrejas não podem se basear diretamente a partir das Escrituras somente. Acabei comprando livros de história-com o tempo eu tenho dezenas deles-além de fazer muita pesquisa no internet. Quando acabei de escrever " onde está o corpo de Cristo?" recebi alguns comentários bonitos. Mas o que eu estava descobrindo suscitava em minha mente muitas mais perguntas do que respostas.
_____________________________

"uma mudança de visão fundamental"

Enquanto investigava, comecei a encontrar, por acaso, referências aos "primeiros pais da igreja". praticamente todos os estudiosos, tanto católicos como protestantes (exceto alguns estudiosos modernos) demonstram um grande respeito por eles. Nessa altura, tinha uma ideia muito vaga de quem eram. Quando descobri, no final dos anos 90, que o meu amigo David Bercot tinha publicado um dicionário das crenças dos primeiros cristãos, comprei um exemplar. Dei uma vista de olhos, mas não li muito.

Tinha as minhas próprias ideias sobre como era a igreja dos primeiros cristãos e de que forma acreditavam e adoravam. A quase vinte anos de ter abandonado a sociedade torre de vigilância, ainda acreditava que pouco tempo depois do primeiro século, a fiel igreja apostólica dos primeiros cristãos se tinha transformado na corrupta igreja católica romana.

Os reformadores, como eu descobri depois, tinham um ponto de vista semelhante, exceto que estabeleciam a data de "grande apostasia" no século quarto ou quinto ou ainda mais tarde. No entanto, tanto Lutero como Calvino acreditavam que a igreja antenicena era realmente autêntica. Um dos objectivos da reforma foi devolver à igreja a sua pureza original, imaculada, antenicena. Isto fez-me pensar nas consequências do conceito de "grande apostasia".

O corolário desta doutrina é que Jesus não teve uma congregação de fiéis discípulos, nenhuma organização visível ou igreja na terra, durante um longo período, possivelmente vários séculos, até que algum indivíduo (Martinho Lutero, João Calvino, John Wesley, Joseph Smith , Charles Russell ou qualquer outro), baseando-se somente nos escritos dos primeiros cristãos, os entenderam corretamente e "Restauraram" o verdadeiro cristianismo apostólico na terra.

Finalmente concluí que esse ponto de vista era indefensável. Porque significaria que a maioria das pessoas que viveram entre a apostasia e a " Restauração ", cada vez que supostamente acontecia, praticamente não teriam nenhuma chance de se tornarem verdadeiros cristãos, pois aparentemente ninguém era capaz de reconhecer " as simples verdades Que se ensinam na Bíblia " até os reformadores aparecerem.

" a igreja: visível ou invisível?"

Também comecei a pensar seriamente sobre como deve ser a verdadeira igreja de Jesus Cristo. Devido à minha própria experiência, não me custou aceitar o ponto de vista da " Igreja invisível ", na qual todos os membros da " Única Santa Igreja Católica e apostólica " se encontram espalhados por todas as confissões cristãs do mundo e está Composta pelos homens e mulheres de cada comunidade cristã que realmente levam a sério a fé e tentam viver de acordo com as sagradas Escrituras.

A maioria das comunidades de fé que vi estava aparentemente repleta de pecadores que não praticavam a sua fé. Mas enquanto pensava nisso, comecei a perceber que esta perspectiva tinha problemas insuperáveis. Uma Igreja invisível é uma "Comunidade" de pessoas dispersas que não se conhecem nem estão em contacto mútuo. Na verdade, falta totalmente de características visíveis (porque, afinal, é invisível). Não podemos ter a certeza de uma igreja semelhante: onde estão, em que acreditam, como rendem.

Concluí que era tudo uma questão de imaginação. É como queremos que seja, já que não existe nada real com a qual possamos comparar. É uma igreja que interpretamos à nossa maneira. E o mais importante é que não se parece absolutamente nada com a igreja descrita no Novo Testamento, que estava cheia de pessoas reais, Santos e pecadores. Possuía uma estrutura que incluía sacerdotes, diáconos e discípulos de Cristo, que se sujeitas, em maior ou menor grau, à sua liderança. Cada congregação dos fiéis de Deus descrita nas escrituras não é somente visível, é humana, com todos os problemas que existem em qualquer família, clube ou comunidade de seres humanos em qualquer lugar. De que outra forma poderia qualquer igreja ser o sal e a luz da comunidade? De que outra forma poderiam os não crentes ver as suas boas obras e glorificar a Deus? Até os reformadores, embora recusavam a autoridade de Roma, reconheciam a existência e a necessidade de um conjunto visível de crentes.

Continuei a ler livros de história, o mesmo que os escritos dos primeiros cristãos. Estes eram considerados representações precisas do que o conjunto principal de antigos cristãos acreditavam e praticavam. Fiquei surpreendido com o facto de tantos conceitos e ensinamentos que anteriormente rejeitava ter-me-iam apresentado incorrectamente, e inclusive, desonestamente, na torre de vigilância e na literatura evangélica, apresentando como se fossem ilógicas ou contrárias com as sagradas Escrituras. Tal como as apresentavam os primeiros cristãos, geralmente faziam mais sentido e correspondiam melhor com as escrituras do que muitas das explicações que tinha lido em comentários. Comecei a aceitar uma quantidade crescente de ensinamentos que lá encontrava, simplesmente porque eram claras, maduras e se-se às escrituras. Uma por uma, analisei estes ensinamentos comparando-os com as sagradas escrituras e enquanto me convencia da sua validade, gradualmente a minha interpretação do cristianismo começou a mudar.

A complexidade de certas passagens com que tinha durante anos começou a desaparecer lentamente. Realmente todas as peças começavam a se encaixar (pela primeira vez na vida). Toda a minha interpretação do cristianismo foi alterada. Sacramentos os primeiros cristãos acreditavam que o pão e o vinho servidos durante a comunhão, quando são consagrados pelo sacerdote, tornam-se realmente o corpo e o sangue de Jesus Cristo. Claro, isto é exatamente o que Jesus diz claramente em João capítulo 6., porém a maioria dos protestantes consideram que as palavras de Jesus são simbólicas. Nenhum dos primeiros cristãos entendeu isso. Na verdade, com poucas excepções, nenhum cristão antes da reforma alemã nem sequer pôs em causa esse ensino. Esta foi a minha introdução ao conceito de "Sacramentos" da fé cristã, objetos materiais através dos quais Deus transmite a graça aos seus fiéis. Nunca os ouvi falar de testemunhas ou cristãos evangélicos. Todo o conceito era novo e estranho. Mas à medida que lia e rezava e pensava nisso, o assunto era cada vez mais sentido. Em resumo, o culto sacramental ensina que Deus trabalha através de coisas simples como água, pão, vinho e óleo.

Estes objectos materiais, quando são consagrados e empregados na igreja que Jesus fundou, transformam-se nos meios pelos quais a graça de Deus se comunica aos seres humanos. Desempenham um papel fundamental na cura e devolvem-nos a uma plena irmandade com o nosso pai celestial. De acordo com esta perspectiva, Deus trabalha através da sua criação e não ao redor ou apesar da mesma. No início, pensava que isto estava completamente fora das Escrituras. Mas agora, guiado pelos primeiros cristãos, comecei a encontrá-lo em todas as partes da Bíblia. Um exemplo: Naaman, um leproso sírio, foi curado pela ordem de eliseo (dito de passagem, transmitida por um criado ávido de Lucros) de tomar banho sete vezes no rio Jordão. A água não era mágica mas naaman teve que obedecer a ordem e tomar banho nessa água para ser curado. (1 REIS 5).

Os primeiros cristãos acreditavam que as águas do batismo tinham o poder de lavar ou eliminar o pecado dos novos discípulos (Atos 22, 16), tal como havia eliminado a lepra de naaman. Outros exemplos: Jesus curou um cego fazendo lama e poniéndolo-lo em seus olhos e pedindo que se na piscina de siloam. (João 9, 6-11) uma mulher que confiava que seria curada se apenas tocasse a bainha da roupa de Jesus, se curou verdadeiramente. O tecido não era mágico, mas em conjunção com a sua fé, transformou-se no meio pelo qual recebeu o poder de Jesus. (MATEUS 9, 20-22).
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Enquanto ler as Escrituras, fiquei surpreso ao ver quantos relatos das poderosas obras realizadas por Jesus e os apóstolos envolvem ações físicas como tocar ou respirar sobre os receptores, ou objetos usados como pão, peixe, óleo ou vinho. Uma descoberta chocante!
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Durante esse tempo, eu estava a ver uns saldos de livros usados e vi um exemplar do catecismo católico à venda por uns tostões. Comprei-o e comecei a ler. Fiquei chocado com o que encontrei!

A Explicação Católica da fé e os princípios morais cristãos, incluindo a salvação, o batismo, a redenção e a expiação dos pecados, eram muito mais parecidos com os da igreja dos primeiros cristãos do que os de qualquer comentário protestante que havia Lido.

Muitas vezes se referia aos primeiros cristãos como uma fonte de autoridade. A partir daí, comecei a considerar seriamente a igreja católica romana.

Fiquei surpreendido por saber como os seus ensinamentos e práticas guardavam uma relação estreita com a perspectiva dos primeiros cristãos. Mas como poderia explicar a existência de muitos católicos que aparentemente não levavam a sério o cristianismo? No início, com alguma dificuldade o conceito, mas enquanto pensava e rezava, lembrei-me que Deus empregou a antiga Israel como "recipiente" da autorrevelación divina transmitida através de Moisés durante mais de quinze séculos, mesmo quando a maioria dos israelitas e Até as suas autoridades eram infiéis. Não poderia ter feito o mesmo com a igreja universal que Cristo fundou?

"a sagrada tradição"

Eu tinha conhecimento, principalmente de fontes judias, que grande parte da prática judaica tinha sido transmitida durante séculos em forma oral. Moisés comunicou as regras da lei mosaica aos israelitas no Sinai. Mas nem tudo foi escrito por escrito. As tradições verbais foram pela primeira vez colocadas em forma escrita (no Talmud e na mishnah), após a destruição do segundo templo no século primeiro d. C. é claro, Jesus disse que os fariseus tinham " Invalidado a palavra de Deus com suas tradições ." mas, eu me dei conta que não queria dizer que toda a tradição era negativa, somente aquelas que o homem tinha criado e que eram contrárias com a revelação divina.

As Sagradas Escrituras dizem claramente que Cristo revelou muitas coisas aos seus discípulos que não foram escritas (João 21, 25). Também diz que " a igreja " (e não as sagradas escrituras) é o " Pilar e fundamento da verdade ." o que Jesus ensinou aos seus discípulos em forma oral não foi " adicionado às escrituras " pelos apóstolos. Eram ensinadas oralmente aos novos discípulos que faziam.

As Escrituras eram redigidas dentro de um quadro Eclesiástico de funcionamento pleno em que cada instrução cristã tinha sido transmitida oralmente por décadas. Quando o apóstolo Paulo escrevia epístolas às congregações, havia já dedicado muito tempo ensiná em forma oral. Suas cartas podiam e muitas vezes deixavam muitas coisas sem expor. As cartas de Paulo tratam principalmente de contingências e problemas que exigem seu conselho e não dos ensinamentos e práticas que todos conheciam e que tinham sido ensinadas oralmente antes.

"momento decisivo : seguimos em frente na fé"

Finalmente fomos recompensados e as provas provaram ser conclusivo. A minha pesquisa sobre a história da igreja dos primeiros cristãos permitiu-me adoptar uma perspectiva católica sem o meu anterior preconceito contra a igreja católica sem a interferência dos meus preconceitos anteriores contra a igreja católica. O que estávamos a encontrar nos ensinamentos dos católicos era incrível: ensinamentos profundos, atraentes, apoiados pela história e lógica coerente que se conformes às escrituras e que são gratificantes não só para a mente mas também para o coração. Agora sentimos que fizemos parte desse caminho por todos estes anos.

Achei que os escritos de outros convertidos ao cristianismo católico têm sido de grande utilidade. Admito que tinha revisto o tema muito vagamente ao estudar o cristianismo. Muitos teólogos católicos são gigantes espirituais. Lendo, aprendi tanto sobre Deus e as suas peculiaridades que nunca soube que existiam! Li o "The Everlasting man" de G. K. Chesterton, que influenciou a conversão de C. S. Lewis ao cristianismo. Seus livros " Orthodoxy ", " Heresy " e " conversão " realmente me tocaram o coração. Os apologistas católicos têm um profundo respeito por C. S. Lewis, mesmo sendo anglicano, uma vez que a sua teologia é praticamente ortodoxa. "Ao Map of life, theology for beginners and theology and sanity" de Frank Shed é claro e conciso.

Os livros convertidos ao catolicismo contemporâneo como Jimmy Akin, Thomas Howard, Karl Keating, Scott Hahn, Dave Armstrong e peter kreeft são particularmente úteis para enfrentar as dúvidas que os protestantes têm sobre a fé católica. "Catholic Christianity e his christian apologetics" do Dr. Kreeft e ron tacelli são mais claros e exaustivos do que qualquer defesa protestante do cristianismo que nunca tenha lido. Estas pessoas estão no caminho certo, pensei em lê-los. Eles pensam com muito mais profundidade do que eu sobre a maioria das questões e estão dispostos a arriscar suas vidas e corridas para seguir a verdade para onde quer que ele esteja.

Durante muito tempo, cometi o erro de julgar os ensinamentos católicos com base em pessoas católicas, a maioria das quais (como os seus primos protestantes) são mais indiferentes em relação à teologia. Mas depois de aceitar a evidência histórica de que a fé católica era a expressão original e mais plena do cristianismo, e que não se devia julgar a igreja inteira pelo comportamento de alguns pecadores, minha perspectiva mudou. Comecei a ler escritos católicos com entusiasmo. As explicações católicas do cristianismo estão em conformidade com as Escrituras, o mundo real e o coração do ser humano.

Acredito sinceramente que qualquer pessoa que as siga fielmente se transformará num homem ou mulher de Deus. Os ensinamentos do catolicismo são sólidos, plenas e retas. Chegamos devagar e com cuidado, seguindo a verdade e identificando e rejeitando o erro. Partilhei com a gloria as coisas que estava a ler. Ela também as leu e reflectiu. Falámos de algumas coisas, mas não queria pressioná-la a tomar uma decisão, mas sim a decidir sozinha.

Ele continuou a ler, então um dia ele simplesmente disse: " nós devemos converter-nos ao catolicismo." (tinha sido batizada como católica ao nascer). Consumamos o nosso desejo de fazer parte desta venerável igreja encontrando-se com o padre James Cronin, durante vários meses, com o propósito de examinar os ensinamentos católicos.

Fomos admitidos no seio da igreja católica romana na sexta-feira, 9 DE JUNHO DE 2006. Estamos animados por ser católicos e nos faz felizes compartilhar as coisas boas que encontramos com qualquer um dos nossos ex-companheiros evangélicos cristãos ou com os nossos novos colegas Católicos.

Sentimo-nos completamente felizes dentro da igreja que Jesus Cristo fundou. Chegámos a casa.


Alguém conhecia essa história?

Fonte: https://www.facebook.com/398340706991511/photos/a.488628327962748.1073741841.398340706991511/881220152036895/?type=3
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Re: A história de Tom Cabem ex betelita.

Nova mensagempor Dr. Schultz em 22 Ago 2017 15:13

Coloquei sob o Tema "Depoimentos". Acho que o textão polui muito. A sua ideia de colocar em spoiler é mais apropriada.

Quando tiver tempo lerei o relato q parece interessante.
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Re: A história de Tom Cabem ex betelita.

Nova mensagempor BrunoBernardes em 22 Ago 2017 15:15

Dr. Schultz escreveu:Coloquei sob o Tema "Depoimentos". Acho que o textão polui muito. A sua ideia de colocar em spoiler é mais apropriada.

Quando tiver tempo lerei o relato q parece interessante.


De acordo Dr. Schultz, obrigado!
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Re: A história de Tom Cabem ex betelita.

Nova mensagempor Agnostico Reverente em 22 Ago 2017 15:20

Sim, conhecia a história já. Esse cara é o autor de uma das publicações do Mentes Bereanas intitulada "Deus trabalha por meio de uma Organização?", nesse link: http://www.mentesbereanas.info/arquivosparabaixar.html. Curioso que quando ele escreveu o folheto foi no intervalo quando saiu da Torre e antes de abraçar o catolicismo. No folheto ele faz todo o esforço pra mostrar que um cristão pode ser independente tipo "mentes bereanas" e que Deus não trabalha por meio de uma Organização estilo Torre de Vigia ou Catolicismo. Mas depois que abraçou o Catolicismo ele diz que não concorda mais com o seus próprios argumentos no folheto. Claro, porque agora Deus tem que ter uma Organização (a Igreja Católica). O exemplo dele pra mim é uma das provas de que enxergamos aquilo que queremos enxergar. Buscamos padrões onde queremos pra justificar nossas crenças (ou descrenças). Todo mundo é assim. Ele não é diferente, e nem eu.
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Re: A história de Tom Cabem ex betelita.

Nova mensagempor BrunoBernardes em 22 Ago 2017 15:30

Agnostico Reverente escreveu:Sim, conhecia a história já. Esse cara é o autor de uma das publicações do Mentes Bereanas intitulada "Deus trabalha por meio de uma Organização?", nesse link: http://www.mentesbereanas.info/arquivosparabaixar.html. Curioso que quando ele escreveu o folheto foi no intervalo quando saiu da Torre e antes de abraçar o catolicismo. No folheto ele faz todo o esforço pra mostrar que um cristão pode ser independente tipo "mentes bereanas" e que Deus não trabalha por meio de uma Organização estilo Torre de Vigia ou Catolicismo. Mas depois que abraçou o Catolicismo ele diz que não concorda mais com o seus próprios argumentos no folheto. Claro, porque agora Deus tem que ter uma Organização (a Igreja Católica). O exemplo dele pra mim é uma das provas de que enxergamos aquilo que queremos enxergar. Buscamos padrões onde queremos pra justificar nossas crenças (ou descrenças). Todo mundo é assim. Ele não é diferente, e nem eu.


Opa, valeu Agnóstico e obrigado pela indicação do livro e do outro livro também (Cerebro e Crenca - Michael Shermer).
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Re: A história de Tom Cabem ex betelita.

Nova mensagempor BrunoBernardes em 22 Ago 2017 15:53

Obs: Nosso amigo Lobo Guará acabou de informar, o nome correto é Tom Cabeen. E tem um tópico criado pelo forista Shurelambers.

Esse aqui: TOM CABEEN - EX-TESTEMUNHA DE JEOVÁ / EX-BATISTA

http://extestemunhasdejeova.net/forum/viewtopic.php?f=20&t=774

Pesquisei com o nome errado por isso não encontrei um tópico.
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Re: A história de Tom Cabem ex betelita.

Nova mensagempor BrunoBernardes em 22 Ago 2017 17:42

Pessoal 301 usuários online, quem tem Facebook compartilha por favor.

Obrigado!
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Re: TOM CABEEN - EX-TESTEMUNHA DE JEOVÁ / EX-BATISTA

Nova mensagempor TJ RENOVADO em 22 Ago 2017 18:43

Sinceramente, estou farto de rituais, prestar contas à homens que querem sere amos da fé alheia, simbolismos, dogmas etc - tudo que Cristo aboliu. Não consigo enxergar o que Cristo pregou, o amor, a salvação pela fé amarrado à uma Organização religiosa. Entendo que quando Paulo fala eu não deixar de se ajuntar, está relacionado ao apoio mútuo, um fortalecendo a fé do outro, dando consolo e ajudando com seus dons. Naturalmente pessoas de mesma mentalidade e fé se juntariam de algum modo. Claro que num grupo precisa-se de liderança e que haja respeito e lealdade mútua, sem um querendo dominar sobre o outro, sem querer ser amo da fé alheia por ir além das coisas escritas. Senão o cristianismo estaria regredindo ao sistema mosaico.
Respeito quem faça. Mas sair da Torre e ir para esses grupos exclusivistas, como ICAR, Adventista, mórmons ou para outra empresa como Universal, para mim não faz sentido. Seria sair de uma gaiola para outra. Deixe-me livre mesmo.
TJ RENOVADO
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Re: TOM CABEEN - EX-TESTEMUNHA DE JEOVÁ / EX-BATISTA

Nova mensagempor Saran em 22 Ago 2017 22:57

É a velho principio do trocar gato por lebre. Sai de uma frigideira pra entrar numa panela de pressão. Deixa de ser o pioneiro bitolado pra ser o pastor xaropão ou o catolico ativista mala-sem alça. Blarghhh :iergh7: :iergh7: :iergh7: :iergh7: :iergh7: :iergh7:

Lembro em 2010, quando tive meu primeiro contato com a apostásia. Conheci aquele livro do Aldo Meneses: Testemunhas de Jeová - Exposição e refutação de suas doutrinas. Peguei o livro pra ler e fiquei chocado com algumas coisas como o vai vem sobre a ressurreição dos habitantes de Sodoma e Gomorra, mas fiquei Puto da vida vendo o cara falando em Inferno de Fogo, Imortalidade da Alma, Trindade e ainda por cima é ministro ANGLICANO. :iergh7: :iergh7: :iergh7: :iergh7: :iergh7:

Ao chegar em casa, na hora de dormir "pedi a Jeová" que desse uma luz aquele homem.

Bom, hoje estou aqui e digo: Tem dissidentes que te tiram da torre e vc segue sua vida e tem aqueles que tiram da torre e te jogam ou na igrejinha da esquina qe abriu a uma semana e tem um nome beeeem tosco ou te jogam numa igreja protestante ou até mesmo na Igreja Catolica pra aprender sobre trocentos catecismos, enesimos dogmas, sacramentos e tro-ló-lós chatos pra burro. :iergh7: :iergh7: :iergh7: :iergh7: :iergh7: :iergh7:

Eu tenho certeza que não tenho saco pra religião desde criança. Eu ia e ainda por que minha mãe me levava e leva. Eu era criança quando ia TODO domingo na Igreja São Judas na Zona Sul. Eu achava (e ainda acho) aquilo tudo um saco. Não entendia o que era dito porque EU NÃO QUERIA ENTENDER E PRONTO. Queria ir pra casa quando chegava lá.

Fui pro salão porque minha mãe me levava, passei a gostar daquilo porque como gosto de ler gostei do que era escrito nas publicações e passei a aceitar aquilo como "verdade".

Mas foi o gosto pela leitura que me fez descobrir os podres da torre e ver de uma vez por todas que Religião funciona para algumas pessoas e para outras não e isso inclui EU.

Hoje acredito em Evolução com uma possivel interferencia divina, DETESTO o relato de Jó que mostra a raça humana como uma bolinha na eterna partida de pingue-pongue entre Deus e o Diabo, acredito na existencia de Jesus porque pelo menos boa parte daquela história nunca poderia ter ido inventada e acredito que Deus deve estar cagando e andando pra instituições e até mesmo livros religiosos.
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