Anderson Paulino: Carta de dissociação : Depoimentos
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Anderson Paulino: Carta de dissociação

Depoimentos de ex-testemunhas de Jeová, cartas de dissociação e depoimentos sobre a vida pós Torre de Vigia. Aqui fala mais alto a sinceridade, o sentimento e muitas vezes os relatos nos impressionam pela falta de algo que mais as Testemunhas de Jeová dizem praticar: o amor ao próximo!
Fique a vontade para contar suas vivências

Anderson Paulino: Carta de dissociação

Nova mensagempor andersonpaulino em 31 Jul 2009 15:41

Pessoal

conforme eu tinha falado na minha apresentação, eu estou postando aqui um link para minha carta de dissociação, já que ontem foi dado o anuncio...

bom, como a carta tá muito grande pra se colocar num post, preferi upá-la no 4shared e colocar um link aqui...

http://www.4shared.com/file/121296943/b ... itivo.html

espero que isso não dê muito trabalho pra quem quiser baixá-la...

Abraços!!
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Re: Anderson Paulino: Carta de dissociação

Nova mensagempor Nanda Lima em 31 Jul 2009 16:15

Só posso dizer uma coisa:

PARABÉNS E BEM-VINDO À LIBERDADE!!!! :5 :5 :5 :11 :11 :11 :10 :10 :10
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Re: Anderson Paulino: Carta de dissociação

Nova mensagempor Pássaro em 31 Jul 2009 19:24

O mundo real é bem melhor do que as falsas idéias da torre!!!
O barco da torre tá afundando?
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Re: Anderson Paulino: Carta de dissociação

Nova mensagempor Adriano em 31 Jul 2009 22:25

Anderson, li sua carta, 5 folhas e letras pequenas:) muito interessante toda ela....mas me diverti com o lance das gravatas, é a mais pura verdade, eu mesmo, costumumava brincar que deixar de usa-las era o primeiro sinal de fraqueza espiritual.

Agora, bola pra frente amigo e seja feliz.
Tudo é questão de manter a mente quieta, a espinha ereta e o coração tranquilo
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Re: Anderson Paulino: Carta de dissociação

Nova mensagempor RILDO em 31 Jul 2009 22:35

Boa noite Anderson!
Gostaria que entendesse que os homens não podem consolar, mas temos sempre alguém que nos orienta, sei que pode ser difícil, mas não abandone as Escrituras, é a única direção numa jornada tão difícil que creio que enfrentou na Torre. A cada dia que vejo depoimentos de pessoas que saíram de um julgo Organizacional como a Torre, percebo que mais destrói sentimentos do que constrói, vejo com tristeza o exemplo de Michael Jackon e outros.
Não sei quanto tempo saiu da Torre, faz muito tempo? Está em algum lugar?
Se puder responder, é importante, precisamos conscientizar pessoas que estão entrando numa barca furada, seu depoimento pode ajudar.

abração e sê forte, Rildo
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Re: Anderson Paulino: Carta de dissociação

Nova mensagempor Lia em 01 Ago 2009 17:16

Anderson parabéns pela carta.
Esteja certo de que Deus te acolherá. SALMOS 27:10

um abraço
"A verdade é uma terra sem caminhos. Não há necessidade de buscá-la através de nenhuma hierarquia oculta, nenhum guru, nenhuma doutrina... O importante é libertar sua mente da inveja, do ódio e da violência; ( J. Krishnamurti )
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Re: Anderson Paulino: Carta de dissociação

Nova mensagempor shurelambers em 01 Ago 2009 17:59

RILDO escreveu:mas não abandone as Escrituras, é a única direção numa jornada tão difícil que creio que enfrentou na Torre.


:1 :1 :1 :1 :1 :1 :1 :1 :1 :1 :1
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Re: Anderson Paulino: Carta de dissociação

Nova mensagempor pascoalnaib em 03 Ago 2009 10:10

Parabéns Anderson. O mais importante agora é saber administrar essa nova vida. :4
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Re: Anderson Paulino: Carta de dissociação

Nova mensagempor Nanda Lima em 03 Ago 2009 10:20

shurelambers escreveu:
RILDO escreveu:mas não abandone as Escrituras, é a única direção numa jornada tão difícil que creio que enfrentou na Torre.


:1 :1 :1 :1 :1 :1 :1 :1 :1 :1 :1


Anderson, não abandone o Alcorão! É a única direção numa jornada tão difícil que creio que enfrentou na Torre! :1 :1 :1 :1 :1 :1 :1 :1 :1
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Re: Anderson Paulino: Carta de dissociação

Nova mensagempor carlos em 03 Ago 2009 10:56

PARABEMS!!!SEJA BEM VINDO A SUA NOVA VIDA!
~CONHECEREIS A VERDADE E VOS LIBERTARA~ JOAO 8 32.
E SEJA FELIZ! :D :1 :4 :8 :5 :11 :) :lol: :mrgreen:
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Re: Anderson Paulino: Carta de dissociação

Nova mensagempor Ane Souza em 03 Ago 2009 11:50

Nanda Lima escreveu:
shurelambers escreveu:
RILDO escreveu:mas não abandone as Escrituras, é a única direção numa jornada tão difícil que creio que enfrentou na Torre.


:1 :1 :1 :1 :1 :1 :1 :1 :1 :1 :1


Anderson, não abandone o Alcorão! É a única direção numa jornada tão difícil que creio que enfrentou na Torre! :1 :1 :1 :1 :1 :1 :1 :1 :1


É Anderson! Não abandone as belas escrituras élficas que o nosso grande mestre espiritual, J. R. R. Tolkien, inpirado pelos poderes divinos, nos deixou em sua magnífica obra. É a única direção numa jornada tão difícil que creio que enfrentou na Torre! hauahuahau

Mas sério, meus parabéns pela sua coragem! Seja bem vindo a liberdade!
Eu, pessoalmente, não acredito nas ditas escrituras sagradas. A vida é bela, é só vc aprender a desfrutá-la!
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Re: Anderson Paulino: Carta de dissociação

Nova mensagempor Nanda Lima em 03 Ago 2009 11:58

Ane Souza escreveu:É Anderson! Não abandone as belas escrituras élficas que o nosso grande mestre espiritual, J. R. R. Tolkien, inpirado pelos poderes divinos, nos deixou em sua magnífica obra. É a única direção numa jornada tão difícil que creio que enfrentou na Torre! hauahuahauhUHAuHAuHAUhAuhAuah


Como dizem os aborrecentes :mrgreen::
Véio, Tolkien é mó irado!

Bom, comparando com a Bíblia, a saga do Senhor dos Anéis ganha. Veja por quê: :6

COERÊNCIA: BÍBLIA 0 X 1 SENHOR DOS ANÉIS
CRIATIVIDADE: BÍBLIA 0 X 1 SENHOR DOS ANÉIS
LINGUAGEM QUE NÃO SEJA DO ARCO DA VELHA: BÍBLIA 0 X 1 SENHOR DOS ANÉIS
BELEZA DA ESCRITA: BÍBLIA 0 X 1 SENHOR DOS ANÉIS

Mas tem um critério em que a Bíblia é IMBATÍVEL:

DERRAMAMENTO DE SANGUE/VIOLÊNCIA: BÍBLIA 1 X 0 SENHOR ANÉIS
8-)
Por isso meus filhos vão ler Senhor dos Anéis no Estudo Familiar. :4 :7
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Re: Anderson Paulino: Carta de dissociação

Nova mensagempor andersonpaulino em 03 Ago 2009 14:44

Muito Obrigado a todos pelos parabéns!

Assim pessoal, eu ainda acredito que se as pessoas seguissem os conselhos que a bíblia dá, o mundo seria um lugar um milhão de vezes melhor...

Porééém, eu ainda acho que certas coisas não seriam possiveis da forma como é narrado na bíblia, como o dilúvio, o sol permanecer parado, ou mesmo certas profecias que no final acabaram não se cumprindo, como a de Tiro permanecer um lugar desolado pra sempre (A cidade moderna continua a chamar-se hoje de Sur).

Aliás, tem um texto num blog que eu achei interessantíssimo, e vocês bem que poderiam dar uma olhada, se já não o conhecerem...

Logistica da Arca de Noé (humor)
(autor desconhecido)
Bem, a coisa foi bem complicada para o tal Noé.

Para começar, não havia espaço na arca para os grandes
dinossauros, e de cara eles foram deixados de fora. Isso explica
sua extinção. Depois, pegar um casal de cada bicho de cada canto
do mundo foi bem difícil. Naquela época, uma viagem à Austrália,
por exemplo, para pegar Cangurus, Kiwis e Coalas, durava
meses, as vezes mais de um ano. Ir na Amazônia pegar onças
pintadas, jaguatiricas, tamanduás, jacarés, 30 espécies diferentes
de macacos, 70000 espécies diferentes de insetos, 60 espécies
diferentes de cobras e serpentes, 150 espécies de aves, 120
espécies diferentes de sapos, pererecas, salamandras, largatos e
outros pequenos répteis e anfíbios, etc. Exigia uma verdadeira
aventura de meses em mata fechada, navegando por afluentes do
amazonas. Bem, já que o Pantanal fica por perto, aproveitaram
para pegar uns avestruzes, mais espécies de jacarés, mais umas
250 espécies de aves, outras 50000 espécies de insetos e sei lá
mais o que.

Sem contar a viagem que era para pegar pinguins e ursos polares,
com os perigos de encalhar no gelo do Ártico e da Antártida. Na
África a coisa foi também bem difícil, pois um verdadeiro safári
teve que ser montado para capturar leões, elefantes, rinocerontes,
zebras, gnus, girafas e mais umas 50000 espécies de todos os
tipos, entre insetos, mamíferos, répteis, aves, etc.

Se navegar ao redor de todo o mundo, durante anos, além de
embrenhar milhares de quilômetros por terra adentro para
procurar os espécimes já foi extremamente difícil, isso foi
brincadeira comparado à dificuldade de capturá-los. Os bichos
não queriam nem saber que haveria um dilúvio e se recusavam
terminantemente a colaborar. Como não havia rifles com dardos
tranquilizantes na época, a coisa era bem complicada no caso se
animais grandes e ferozes, ou muito velozes. Pegar um único Leão
foi tão complicado que cogitou-se deixá-los de fora, depois que
ele estraçalhou metade dos homens destinados à capturá-lo.
Finalmente, o conseguiram com uma rede, até que alguém teve a
brilhante idéia de pegar apenas filhotes. Isso facilitava as coisas,
mas nem tanto pois as mães os protegiam muito bem, e era preciso
muita paciência para pegar os bambinos numa hora em que
estivessem longe das zelosas mamães.

Bem, pelo menos economizava espaço, e não precisavam ficar
correndo atrás de gazelas que se evaporavam saltitando a 80
km/h. Mas não havia muita facilidade em capturar as 700 mil
espécimes diferentes de insetos, algumas só viviam escondidas
debaixo da terra, outras no topo de árvores imensas, algumas
dentro de troncos, sem contar as que eram muito pequenas e de
difícil localização, e outras mais , como todas as espécimes de
formigas, abelhas e cupins, só tinham uma única fêmea fértil em
toda a colônia, exigindo uma procura árdua e cheia de picadas
indesejadas, mais o problema adicional os zangões só apareciam
em determinadas épocas do ano.

Também foi complicado achar 1 milhão e 400 mil vidrinhos para
armazenar um macho e fêmea de cada, pois muitas vezes, se
colocados juntos, eles se devoravam.

Mas mesmo o extraordinariamente complicado problema acima
fica insignificante perto da estupenda e colossal tarefa de logística
que era acondicionar e alimentar os animais. Além dos 1.400.000
vidros para os insetos, havia necessidade de centenas de milhares
de jaulas, cercados, gaiolas, etc para as demais espécies. Mas o
pior de tudo: Eles precisavam sera alimentados de algum modo,
durante todos os anos nos quais a arca viajaria pelo mundo
capturando as espécimes. E alimentar milhões de bichinhos
famintos todos os dias, durante anos, não era tarefa simples:
Mesmo um filhote de leão consumia mais de 2kg de carne fresca
por dia, e portanto só para ele e sua companheiro seriam
necessários armazenar no mínimo 8kg de carne por dia, 1456 kg
para cada ano que permancessem a bordo, isso sem considerar
que sua necessidade de comida aumentaria conforme crescescem:
com apenas 1 ano de idade, o leão, já quase adulto, consumiria
uns 7 kg de carne por dia. Havendo milhares de outros carnívoros
a bordo, isso significava que, numa viagem de apenas 2 ou 3 anos,
por exemplo, uma estimativa da ordem de milhares de toneladas
de carne fresca precisaria ser armazenada previamente, numa
época que não havia geladeira. A carne poderia ser seca e
salgada, mas isso seria mais uma carga de trabalho imensa, e
trabalho já havia muito!. Alguém sugeriu que trouxessem milhares
de cavalos extras vivos e os fossem matando durante a viagem,
mas alimentar um monte de cavalos também era problema, se
fossem 1000 cavalos, e cada um comendo 10 kg de capim por
dia, seriam necessários mais de três mil e quinhentas toneladas de
capim num único ano.

Na verdade, havia necessidade de muito mais capim, pois muitos
de outros animais também o usavam como alimento. Para piorar,
alguns só comiam determinada espécime de capim, relva,
folhagem, erva, verdura, legume, fruta etc, sendo preciso
armazenar generosas provisões, sempre na casa das toneladas, de
uma enorme variedade de espécimes vegetais. Claro, nada disso
poderia se estragar durante anos de viagem!! A coisa era tão
complexa que alguém sugeriu então plantar na arca pomares com
milhares de tipos de plantas, que gerariam frutos, mas isso exigiria
um espaço tão grande que surgiu uma discussão sobre o fato de
que esse espaço poderia ter sido cedido aos Dinossauros, que
assim não seriam extintos.

Bastou alguém lembrar das dificuldades em alimentar
Tiranossauros e Brontossauros para todos calarem a boca. De
qualquer forma, alguém teria que tratar de todas as plantas, e
mesmo assim uma boa provisão teria de ser feita inicialmente, até
que estas começassem a frutificar, e a idéia foi abandonada.

Também havia a tarefa de limpar o local onde os animais estavam,
e eram toneladas de urina e fezes a serem varridas e jogadas ao
mar todos os dias, sem contar o trabalho de limpar individualmente
milhares de gaiolas, jaulas, cercados, etc. E isso também era
perigoso em casos de animais ferozes.

Aliás, não se sabe quantas pessoas foram destinadas à tarefa de
manter os animais alimentados e limpos. Mesmo considerando que
o alimento era colocado bem próximo, ou em alguns casos,
mesmo dentro da habitáculo em que viviam (no caso de não
perecíveis, por exemplo), mesmo que apenas uns 5% dos animais
precisam de atenção díaria, em esquema de rodízio, e
considerando que fosse gasto com cada um apenas 10 minutos na
alimentação/higiene, já teríamos milhares de horas/homem de
trabalho a serem feitas por dia.

Considerando uma jornada de 12 horas diárias (o que significa que
cada pessoa podia alimentar 144 animais por dia, se trabalhasse
em ritmo frenético), teríamos a necessidade de muitas centenas de
pessoas dedicadas só essa tarefa.

Lembrem-se de que, haveria cavalos para matar e esquartejar,
distribuir a carne, etc. E isso não resolve o problema dos alimentos
perecíveis, que fica inexplicado (seriam secos? conservados em sal
ou em mel? Mas e o trabalho para secar e salgar tantos
alimentos?)

E diversos outros problemas aconteceram na viagem: Alguns
animais adoeciam e morriam, e era preciso voltar e pegar mais um,
o que atrasava a viagem toda por conta de uma única espécime.
Isso era muito sério, especialmente no caso dos insetos, que
morriam à toa, sem contar aqueles cujo ciclo de vida era de
apenas alguns dias ou meses.

A coisa ficou especialmente complicada quando morreu um
espécime só encontrado no interior da África, quando eles já
estavam na austrália. Alguém sugeriu pegar pelo menos 3 de cada
espécime e sexo, por garantia; foi prontamente jogado ao mar
após um acesso de fúria dos demais, pois isso iria triplicar o
trabalho já hercúleo. Noé teve de intervir e após recolher o infeliz
das águas, lembrou que Deus havia sido bem claro ao sugerir
apenas um casal de cada. Mas havia o problema das perdas. Uns
disseram que entregassem o destino dos animais para Deus, se
morressem, era por que essa era Sua vontade. Após intensa
discussão, assim foi decidido, pois concluiu-se de que seria
impossível terminar a viagem se voltassem toda vez que um
morresse. Isso explica a enorme quantidade de animais extintos.

E há um enigma de engenharia, nunca explicado, pois a arca
mostrou-se estupidamente grande, para abrigar tantos animais e
tantas provisões. Lembrando que os animais deviam ser dispostos
de maneira ordenada, a fim de garantir correta ventilação e
permitir sua alimentação bem como higiene de seus viveiros, uma
arca com centenas de milhares de bichos e milhares de toneladas
de provisões deveria ser muito maior que um superpetroleiro
moderno (que mede mais de 300 metros e chega a pesar 200.000
toneladas, e cuja construção pode demorar mais de 1 ano em um
estaleiro moderno).

Não se sabia como construír um navio tão grande, numa época em
que os maiores navios eram simples barcaças. A quantidade de
madeira seria imensa, o projeto teria de ser muito bem feito para
não se desmanchar sob o próprio peso. Noé deveria ser um
engenheiro nato, e tinha um séquito de carpinteiros da melhor
estirpe. Fora isso, o sistema de propulsão teria que ser muito forte,
numa época em que inexistiam motores a vapor ou a explosão.
Alguém sugeriu um batalhão de remadores, mas um navio daquele
tamanho exigiria tantos remadores quanto a população de uma
cidade, e alojar e alimentar adequadamente esse pessoal durante
anos no mar exigiria muito mais espaço e muito mais provisões, e
consequentemente uma arca muito maior, com a necessidade de
mais remadores ainda, etc.

A idéia de usar velas também não era boa, estas teriam de ser
estupidamente grandes, com uma área imensa, para conseguir
mover algo tão pesado. Não se sabe como poderiam ser
manejadas velas tão grandes, montadas em mastros tão pesados.
A tarefa de recolher as velas em tempo hábil, diante de uma
tempestade, por exemplo (hipótese bem provável numa viagem de
anos em mar), seria algo inimaginável.

Bem, a solução adotada deve ter sido tão genial que resolveram
não contar pra ninguém.

Claro, há de se considerar que cada animal deveria ser devolvido
ao seu habitat original após o dilúvio, o que dobra não só o tempo
da viagem mas também duplica a necessidade de provisões e etc
etc etc. Portanto, podem multiplicar por 2 a maioria dos cálculos
acima.

Outro porém e que, havendo apenas um casal de cada espécie, o
cruzamento consangúíneo deve ter sido bem degradante para o
código genético da mesma, o que talvez explique o fato dos
animais de hoje serem bem mais estúpidos que os de antigamente
(vide o fato das serpentes terem perdido sua capacidade de falar).
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Re: Anderson Paulino: Carta de dissociação

Nova mensagempor cleandro em 04 Ago 2009 11:24

bem vindo ao mundo da apostasia. certamente você encontrará mais felicidade, amizade e calor humano aqui do que já encontrou na torre de vigia
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Re: Anderson Paulino: Carta de dissociação

Nova mensagempor Nanda Lima em 04 Ago 2009 11:39

andersonpaulino escreveu:Muito Obrigado a todos pelos parabéns!

Assim pessoal, eu ainda acredito que se as pessoas seguissem os conselhos que a bíblia dá, o mundo seria um lugar um milhão de vezes melhor...

Porééém, eu ainda acho que certas coisas não seriam possiveis da forma como é narrado na bíblia, como o dilúvio, o sol permanecer parado, ou mesmo certas profecias que no final acabaram não se cumprindo, como a de Tiro permanecer um lugar desolado pra sempre (A cidade moderna continua a chamar-se hoje de Sur).

Aliás, tem um texto num blog que eu achei interessantíssimo, e vocês bem que poderiam dar uma olhada, se já não o conhecerem...

Logistica da Arca de Noé (humor)
(autor desconhecido)
Bem, a coisa foi bem complicada para o tal Noé.

Para começar, não havia espaço na arca para os grandes
dinossauros, e de cara eles foram deixados de fora. Isso explica
sua extinção. Depois, pegar um casal de cada bicho de cada canto
do mundo foi bem difícil. Naquela época, uma viagem à Austrália,
por exemplo, para pegar Cangurus, Kiwis e Coalas, durava
meses, as vezes mais de um ano. Ir na Amazônia pegar onças
pintadas, jaguatiricas, tamanduás, jacarés, 30 espécies diferentes
de macacos, 70000 espécies diferentes de insetos, 60 espécies
diferentes de cobras e serpentes, 150 espécies de aves, 120
espécies diferentes de sapos, pererecas, salamandras, largatos e
outros pequenos répteis e anfíbios, etc. Exigia uma verdadeira
aventura de meses em mata fechada, navegando por afluentes do
amazonas. Bem, já que o Pantanal fica por perto, aproveitaram
para pegar uns avestruzes, mais espécies de jacarés, mais umas
250 espécies de aves, outras 50000 espécies de insetos e sei lá
mais o que.

Sem contar a viagem que era para pegar pinguins e ursos polares,
com os perigos de encalhar no gelo do Ártico e da Antártida. Na
África a coisa foi também bem difícil, pois um verdadeiro safári
teve que ser montado para capturar leões, elefantes, rinocerontes,
zebras, gnus, girafas e mais umas 50000 espécies de todos os
tipos, entre insetos, mamíferos, répteis, aves, etc.

Se navegar ao redor de todo o mundo, durante anos, além de
embrenhar milhares de quilômetros por terra adentro para
procurar os espécimes já foi extremamente difícil, isso foi
brincadeira comparado à dificuldade de capturá-los. Os bichos
não queriam nem saber que haveria um dilúvio e se recusavam
terminantemente a colaborar. Como não havia rifles com dardos
tranquilizantes na época, a coisa era bem complicada no caso se
animais grandes e ferozes, ou muito velozes. Pegar um único Leão
foi tão complicado que cogitou-se deixá-los de fora, depois que
ele estraçalhou metade dos homens destinados à capturá-lo.
Finalmente, o conseguiram com uma rede, até que alguém teve a
brilhante idéia de pegar apenas filhotes. Isso facilitava as coisas,
mas nem tanto pois as mães os protegiam muito bem, e era preciso
muita paciência para pegar os bambinos numa hora em que
estivessem longe das zelosas mamães.

Bem, pelo menos economizava espaço, e não precisavam ficar
correndo atrás de gazelas que se evaporavam saltitando a 80
km/h. Mas não havia muita facilidade em capturar as 700 mil
espécimes diferentes de insetos, algumas só viviam escondidas
debaixo da terra, outras no topo de árvores imensas, algumas
dentro de troncos, sem contar as que eram muito pequenas e de
difícil localização, e outras mais , como todas as espécimes de
formigas, abelhas e cupins, só tinham uma única fêmea fértil em
toda a colônia, exigindo uma procura árdua e cheia de picadas
indesejadas, mais o problema adicional os zangões só apareciam
em determinadas épocas do ano.

Também foi complicado achar 1 milhão e 400 mil vidrinhos para
armazenar um macho e fêmea de cada, pois muitas vezes, se
colocados juntos, eles se devoravam.

Mas mesmo o extraordinariamente complicado problema acima
fica insignificante perto da estupenda e colossal tarefa de logística
que era acondicionar e alimentar os animais. Além dos 1.400.000
vidros para os insetos, havia necessidade de centenas de milhares
de jaulas, cercados, gaiolas, etc para as demais espécies. Mas o
pior de tudo: Eles precisavam sera alimentados de algum modo,
durante todos os anos nos quais a arca viajaria pelo mundo
capturando as espécimes. E alimentar milhões de bichinhos
famintos todos os dias, durante anos, não era tarefa simples:
Mesmo um filhote de leão consumia mais de 2kg de carne fresca
por dia, e portanto só para ele e sua companheiro seriam
necessários armazenar no mínimo 8kg de carne por dia, 1456 kg
para cada ano que permancessem a bordo, isso sem considerar
que sua necessidade de comida aumentaria conforme crescescem:
com apenas 1 ano de idade, o leão, já quase adulto, consumiria
uns 7 kg de carne por dia. Havendo milhares de outros carnívoros
a bordo, isso significava que, numa viagem de apenas 2 ou 3 anos,
por exemplo, uma estimativa da ordem de milhares de toneladas
de carne fresca precisaria ser armazenada previamente, numa
época que não havia geladeira. A carne poderia ser seca e
salgada, mas isso seria mais uma carga de trabalho imensa, e
trabalho já havia muito!. Alguém sugeriu que trouxessem milhares
de cavalos extras vivos e os fossem matando durante a viagem,
mas alimentar um monte de cavalos também era problema, se
fossem 1000 cavalos, e cada um comendo 10 kg de capim por
dia, seriam necessários mais de três mil e quinhentas toneladas de
capim num único ano.

Na verdade, havia necessidade de muito mais capim, pois muitos
de outros animais também o usavam como alimento. Para piorar,
alguns só comiam determinada espécime de capim, relva,
folhagem, erva, verdura, legume, fruta etc, sendo preciso
armazenar generosas provisões, sempre na casa das toneladas, de
uma enorme variedade de espécimes vegetais. Claro, nada disso
poderia se estragar durante anos de viagem!! A coisa era tão
complexa que alguém sugeriu então plantar na arca pomares com
milhares de tipos de plantas, que gerariam frutos, mas isso exigiria
um espaço tão grande que surgiu uma discussão sobre o fato de
que esse espaço poderia ter sido cedido aos Dinossauros, que
assim não seriam extintos.

Bastou alguém lembrar das dificuldades em alimentar
Tiranossauros e Brontossauros para todos calarem a boca. De
qualquer forma, alguém teria que tratar de todas as plantas, e
mesmo assim uma boa provisão teria de ser feita inicialmente, até
que estas começassem a frutificar, e a idéia foi abandonada.

Também havia a tarefa de limpar o local onde os animais estavam,
e eram toneladas de urina e fezes a serem varridas e jogadas ao
mar todos os dias, sem contar o trabalho de limpar individualmente
milhares de gaiolas, jaulas, cercados, etc. E isso também era
perigoso em casos de animais ferozes.

Aliás, não se sabe quantas pessoas foram destinadas à tarefa de
manter os animais alimentados e limpos. Mesmo considerando que
o alimento era colocado bem próximo, ou em alguns casos,
mesmo dentro da habitáculo em que viviam (no caso de não
perecíveis, por exemplo), mesmo que apenas uns 5% dos animais
precisam de atenção díaria, em esquema de rodízio, e
considerando que fosse gasto com cada um apenas 10 minutos na
alimentação/higiene, já teríamos milhares de horas/homem de
trabalho a serem feitas por dia.

Considerando uma jornada de 12 horas diárias (o que significa que
cada pessoa podia alimentar 144 animais por dia, se trabalhasse
em ritmo frenético), teríamos a necessidade de muitas centenas de
pessoas dedicadas só essa tarefa.

Lembrem-se de que, haveria cavalos para matar e esquartejar,
distribuir a carne, etc. E isso não resolve o problema dos alimentos
perecíveis, que fica inexplicado (seriam secos? conservados em sal
ou em mel? Mas e o trabalho para secar e salgar tantos
alimentos?)

E diversos outros problemas aconteceram na viagem: Alguns
animais adoeciam e morriam, e era preciso voltar e pegar mais um,
o que atrasava a viagem toda por conta de uma única espécime.
Isso era muito sério, especialmente no caso dos insetos, que
morriam à toa, sem contar aqueles cujo ciclo de vida era de
apenas alguns dias ou meses.

A coisa ficou especialmente complicada quando morreu um
espécime só encontrado no interior da África, quando eles já
estavam na austrália. Alguém sugeriu pegar pelo menos 3 de cada
espécime e sexo, por garantia; foi prontamente jogado ao mar
após um acesso de fúria dos demais, pois isso iria triplicar o
trabalho já hercúleo. Noé teve de intervir e após recolher o infeliz
das águas, lembrou que Deus havia sido bem claro ao sugerir
apenas um casal de cada. Mas havia o problema das perdas. Uns
disseram que entregassem o destino dos animais para Deus, se
morressem, era por que essa era Sua vontade. Após intensa
discussão, assim foi decidido, pois concluiu-se de que seria
impossível terminar a viagem se voltassem toda vez que um
morresse. Isso explica a enorme quantidade de animais extintos.

E há um enigma de engenharia, nunca explicado, pois a arca
mostrou-se estupidamente grande, para abrigar tantos animais e
tantas provisões. Lembrando que os animais deviam ser dispostos
de maneira ordenada, a fim de garantir correta ventilação e
permitir sua alimentação bem como higiene de seus viveiros, uma
arca com centenas de milhares de bichos e milhares de toneladas
de provisões deveria ser muito maior que um superpetroleiro
moderno (que mede mais de 300 metros e chega a pesar 200.000
toneladas, e cuja construção pode demorar mais de 1 ano em um
estaleiro moderno).

Não se sabia como construír um navio tão grande, numa época em
que os maiores navios eram simples barcaças. A quantidade de
madeira seria imensa, o projeto teria de ser muito bem feito para
não se desmanchar sob o próprio peso. Noé deveria ser um
engenheiro nato, e tinha um séquito de carpinteiros da melhor
estirpe. Fora isso, o sistema de propulsão teria que ser muito forte,
numa época em que inexistiam motores a vapor ou a explosão.
Alguém sugeriu um batalhão de remadores, mas um navio daquele
tamanho exigiria tantos remadores quanto a população de uma
cidade, e alojar e alimentar adequadamente esse pessoal durante
anos no mar exigiria muito mais espaço e muito mais provisões, e
consequentemente uma arca muito maior, com a necessidade de
mais remadores ainda, etc.

A idéia de usar velas também não era boa, estas teriam de ser
estupidamente grandes, com uma área imensa, para conseguir
mover algo tão pesado. Não se sabe como poderiam ser
manejadas velas tão grandes, montadas em mastros tão pesados.
A tarefa de recolher as velas em tempo hábil, diante de uma
tempestade, por exemplo (hipótese bem provável numa viagem de
anos em mar), seria algo inimaginável.

Bem, a solução adotada deve ter sido tão genial que resolveram
não contar pra ninguém.

Claro, há de se considerar que cada animal deveria ser devolvido
ao seu habitat original após o dilúvio, o que dobra não só o tempo
da viagem mas também duplica a necessidade de provisões e etc
etc etc. Portanto, podem multiplicar por 2 a maioria dos cálculos
acima.

Outro porém e que, havendo apenas um casal de cada espécie, o
cruzamento consangúíneo deve ter sido bem degradante para o
código genético da mesma, o que talvez explique o fato dos
animais de hoje serem bem mais estúpidos que os de antigamente
(vide o fato das serpentes terem perdido sua capacidade de falar).


Em gíria:

Véio, massa demais!!!!!!!!!!!!!!!!

Normalmente:

Amei! Espetacular! Engraçadíssimo! Vou imprimir e entregar para um monte de crente. :mrgreen:
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Nós somos o futuro da nação
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Nanda Lima
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