Proibir Aniversários - tem fundamento? : Crenças, Doutrinas e História - Page 1
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Proibir Aniversários - tem fundamento?

Debates e discussões acerca das crenças, doutrinas e a história das Testemunhas de Jeová.

Re: Proibir Aniversários - tem fundamento?

Nova mensagempor Jerry em 20 Nov 2008 18:06

Até a possibilidade de recordar nossos aniversários infantis a Torre nos sonega...

Como disse Álvaro de Campos, "raiva de não ter trazido o passado roubado nas algibeiras":

No TEMPO em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu era feliz e ninguém estava morto.
Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há séculos,
E a alegria de todos, e a minha, estava certa com uma religião qualquer.

No TEMPO em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma,
De ser inteligente para entre a família,
E de não ter as esperanças que os outros tinham por mim.
Quando vim a ter esperanças, já não sabia ter esperanças.
Quando vim a olhar para a vida, perdera o sentido da vida.

(...)

Pára, meu coração!
Não penses! Deixa o pensar na cabeça!
Ó meu Deus, meu Deus, meu Deus!
Hoje já não faço anos.
Duro.
Somam-se-me dias.
Serei velho quando o for.
Mais nada.
Raiva de não ter trazido o passado roubado na algibeira!...

O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!...
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Re: Proibir Aniversários - tem fundamento?

Nova mensagempor André Felix em 20 Nov 2008 18:27

Resumindo as razões apresentadas pela Torre de Vigia:
No aniversário de um Faraó ele mandou matar o chefe dos copeiros(Gênesis 40:20-23);
No aniversário do rei Herodes João Batista foi decapitado(Mateu 14:6-10).
Fontes históricas afirmam que:
Na antigüidade as comemorações dos aniversários natalícios tinham conotações religiosas e mágicas;
Em determinadas épocas judeus e cristão não celebravam aniversários.

Eu penso que um cristão pode, tendo em vista o exposto acima, decidir que não deve comemorar aniversários. Mas esses motivos que a Torre de Vigia apresenta são suficientes para que esse tipo de celebração esteja incluída entre as transgressões sérias, suscetíveis de desassociação? Essa é a questão. Existem coisas que a Bíblia condena claramente, as vezes até explícitamente. Essas questões que precisam de interpretação não deveriam ter importância equivalente.
O pensamento é o ensaio da ação.
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Re: Proibir Aniversários - tem fundamento?

Nova mensagempor sidhiresus em 20 Nov 2008 18:35

André Felix escreveu:Resumindo as razões apresentadas pela Torre de Vigia:
No aniversário de um Faraó ele mandou matar o chefe dos copeiros(Gênesis 40:20-23);
No aniversário do rei Herodes João Batista foi decapitado(Mateu 14:6-10).
Fontes históricas afirmam que:
Na antigüidade as comemorações dos aniversários natalícios tinham conotações religiosas e mágicas;
Em determinadas épocas judeus e cristão não celebravam aniversários.

Eu penso que um cristão pode, tendo em vista o exposto acima, decidir que não deve comemorar aniversários. Mas esses motivos que a Torre de Vigia apresenta são suficientes para que esse tipo de celebração esteja incluída entre as transgressões sérias, suscetíveis de desassociação? Essa é a questão. Existem coisas que a Bíblia condena claramente, as vezes até explícitamente. Essas questões que precisam de interpretação não deveriam ter importância equivalente.



Bem colocado Felix, é questão de consciência, mas se formos dá atenção a se algo tem ou não teve conotação religosa pagã, será melhor vivermos isolados da sociedade. Veja por exemplo o uso de alianças, isso a Torre não condena, já vi um explicação dela sobre isso mas achei ridicula e essa mesma explicação deveria se aplicar ao aniversário. Aniversários não são as únicas entidades de origem religiosa pagã, não foram os hebreus responsáveis pelo amplo desenvolvimento da sociedade humana.
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Re: Proibir Aniversários - tem fundamento?

Nova mensagempor RX em 20 Nov 2008 19:21

Uma das coisas que me revoltaram muito foi quando li numa publicação algo do tipo "os servos de Deus não celebram aniversários natalícios, porque eles dão honra indevida a humanos imperfeitos". Após ler isso, pensei: "o ser humano deve ser uma merda mesmo, para até uma coisa tão simples e inofensiva como esta ser honra indevida. Se nem isso o ser humano merece, então o que ele merece, afinal de contas?". Não acho que valha a pena servir a um deus que ache seus servos tão imprestáveis, tão baixos, a ponto de até fazer uma festa no dia do aniversário deles, ser uma honra indevida.
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Re: Proibir Aniversários - tem fundamento?

Nova mensagempor cabraldestroyer em 21 Nov 2008 00:56

Gustavo cita:
Se aniversário fosse proibido pela Bíblia, por que os anjos comemoraram o nascimento de Cristo?

Gustavo, note q depois Jesus deixou bem claro q o q se devia fazer dali pra frente era celebrar a sua morte.



Agora, é bom se perguntar por que Deus depois de dar mais de 600 leis para Moisés diretamente, teve que dar uma lei em forma de indiretas.

Em segundo lugar, qualquer um que pegar o Raciocínios e procurar no verbete sábado, verá que para as Testemunhas de Jeová a lei mosaica foi abolida com a morte de Jesus. Ora, os dois relatos de aniversários que eles dizem que existem (excluindo o nascimento de Cristo) aconteceram antes da morte de Cristo, o que nos faria supor que esta "pseudo-lei" estivesse junto com a lei mosaica, por que então ela não foi abolida? Pode-se abolir o não matarás, e a comemoração de aniversários fica? Por isto é bom citar Paulo para eles:


Gustavo, é verdade q a lei do Cristo aboliu a lei de Moises, mais algumas leis foram mantidas, e uma delas é essa ai do aniversario, por isso q ela foi citada novamente no novo testamento, para reafirmar q ela continuaria vigorando.
Não confunda as coisas, as leis nao foram abolidas após a morte de Cristo. O próprio Jesus em vida, Aboliu muitas leis, manteve outras e melhorou outras tantas.
Ouvi dizer, muitos não estão mais nem aí para as palavras de um homem que está bem perto daqui, Melhor Correr, enquanto há tempo para nós, Antes que tudo vá pros ares sem ouvir a nossa voz. "Desconfio", CPM 22, fazendo uma referencia as TJ.
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Re: Proibir Aniversários - tem fundamento?

Nova mensagempor cabraldestroyer em 21 Nov 2008 01:07

Gustavo cita:
Pode-se abolir o não matarás, e a comemoração de aniversários fica? Por isto é bom citar Paulo para eles:


Quê isso Gustavo, o apostolo Joao, (q tinha autoridade para anular as leis de Moises) alguns anos depois da morte de Cristo, afirmou q os assassinos não herdarão o reino de Deus, (Ver 21:8) taí uma das muitas leis e principio no novo testamento mantendo a lei de Moises de não matarás.
Ouvi dizer, muitos não estão mais nem aí para as palavras de um homem que está bem perto daqui, Melhor Correr, enquanto há tempo para nós, Antes que tudo vá pros ares sem ouvir a nossa voz. "Desconfio", CPM 22, fazendo uma referencia as TJ.
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Re: Proibir Aniversários - tem fundamento?

Nova mensagempor RX em 21 Nov 2008 07:39

Cabral, onde está essa lei que proíbe a comemoração de aniversários, que tinha sido declarada anteriormente, para poder ter sido mantida por Jesus?
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Re: Proibir Aniversários - tem fundamento?

Nova mensagempor sidhiresus em 21 Nov 2008 07:58

Gustavo, é verdade q a lei do Cristo aboliu a lei de Moises, mais algumas leis foram mantidas, e uma delas é essa ai do aniversario, por isso q ela foi citada novamente no novo testamento, para reafirmar q ela continuaria vigorando.
Não confunda as coisas, as leis nao foram abolidas após a morte de Cristo. O próprio Jesus em vida, Aboliu muitas leis, manteve outras e melhorou outras tantas.


Cabral vc está falando dos textos no novo testamento que cita o aniversário de herodes? Não entendi sua colocação , onde está essa lei que proibi aniversários. Poderia explicar melhor?
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Re: Proibir Aniversários - tem fundamento?

Nova mensagempor sidhiresus em 21 Nov 2008 08:07

RX escreveu:Cabral, onde está essa lei que proíbe a comemoração de aniversários, que tinha sido declarada anteriormente, para poder ter sido mantida por Jesus?





Sabe,isso que para mim é sem sentido, digo de novo, quando comecei a estudar com as TJs a coisa mais ridicula que ouvi foi essas dos aniversário, não tem fundamento nenhum, poderiamos reunir aqui diversas outras ocasiões onde aconteceram coisas ruins e proibi-las também. Não tem lógica alguma. Vejam por exemplo a explicação sobre a aliança de casamento pela Torre:

*** w72 1/9 pp. 542-543 Perguntas dos Leitores ***

●É correto que o cristão use aliança de casamento? — Grécia.

Muitos cristãos sinceros têm feito esta pergunta por causa do desejo de evitar algum costume desaprovado por Deus. Alguns dos que perguntam assim sabem que o prelado católico John H. Newman escreveu: “O emprego de templos, e estes dedicados a certos santos, . . . vestimentas sacerdotais, a tonsura, o anel nos casamentos, o virar-se para o Oriente, imagens numa data ulterior, talvez o cantochão e o Kyrie Eleison, são todos de origem pagã e santificados pela sua adoção na Igreja.” (An Essay on the Development of the Christian Doctrine, 1878) Embora os fatos provem que muitas das atuais práticas religiosas alistadas por Newman definitivamente foram adotadas da adoração pagã, dá-se isso no caso da aliança de casamento?

Na realidade, há idéias contraditórias quanto à origem da aliança de casamento. Vejamos alguns exemplos: “Originalmente, . . . a aliança era um grilhão usado para prender a noiva cativa.” (For Richer, for Poorer) “A aliança é um substituto relativamente moderno da moeda de ouro ou de outro objeto de valor com que o homem comprava literalmente sua esposa do pai desta.” (The Jewish Wedding Book) “A aliança de casamento é supostamente de origem romana e deve ter vindo do antigo costume de usar anéis para celebrar acordos.” (American Cyclopœdia) “Ofereceram-se diversas explicações sobre a relação entre a aliança e o casamento. Parece que os judeus usavam alianças de casamento antes dos tempos cristãos.” — The International Cyclopaedia.

Vê-se assim que é incerta a origem exata da aliança de casamento. Mesmo que de fato os pagãos tenham sido os primeiros a usar alianças de casamento, impede isso seu uso pelos cristãos? Não necessariamente. Muitas das atuais peças de vestuário e dos atuais aspectos da vida originaram-se em países pagãos. A atual divisão do tempo em horas, minutos e segundos baseia-se num primitivo sistema babilônico. No entanto, não há objeção a que o cristão use estas divisões do tempo, pois o seu uso não envolve a participação em práticas religiosas falsas.

Naturalmente, nossa preocupação é maior com relação ao uso de alianças de casamento, visto que não se relacionam com questões seculares menores, mas com a relação marital, que o cristão considera corretamente como sagrada perante Deus. De fato, a questão não é tanto a de alianças de casamento terem sido ou não usadas primeiro por pagãos, mas a de terem sido ou não usadas como parte de práticas religiosas falsas e de talvez ainda reterem tal significado religioso. Conforme se demonstrou, a evidência histórica não permite uma conclusão definitiva sobre isso. O que diz a Bíblia sobre o uso de anéis?

A Bíblia mostra que alguns servos de Deus no passado usavam anéis, mesmo os que tinham significado especial. O uso dum anel de sinete indicava que a pessoa havia recebido autorização para agir em nome do governante de quem era. (Gên. 41:42; Núm. 31:50; Ester 8:2, 8; Jó 42:11, 12; Luc. 15:22) Portanto, embora não se mencionem alianças de casamento, é evidente que tais verdadeiros adoradores não tinham escrúpulos quanto ao uso de anéis além do mero adorno.

Alguns dizem que a aliança de casamento representa interminável amor e devoção no casamento. A proporção de divórcios em aumento, em muitos países onde os casados usam uma aliança, prova que tal significado é mais imaginário do que real. Não obstante, para a maioria das pessoas, inclusive para os cristãos, nos países em que alianças de casamento são comuns, a aliança é um indício exterior de que a pessoa é casada. Em outros lugares, a mesma coisa é demonstrada de modo diferente, tal como o uso de certo estilo de roupa pelas mulheres.

Naturalmente, a aliança de casamento, de modo algum, é um requisito cristão. Um cristão talvez decida não usar aliança de casamento, por causa da consciência, do gosto pessoal, do custo, dos costumes locais ou de outro motivo. Mas, outro cristão talvez decida indicar seu estado civil por meio duma aliança de casamento. Portanto, no fim das contas, a decisão é assunto pessoal, a ser feita de acordo com a consciência.


Olha ela tentando fugir, tentando disfarçar que a aliança é um simbolo pagão. Só por quê aconteceram mortes naqueles aniversários não quer dizer que o anivesário seja algo ruim, e não venham me dizer que é só por quê tem origem pagã, o texto acima mostra isso. E quanto ao aniversário de casamento e aniversário de empresas, esses sim as TJs comemoram. Francamente, isso pra mim é um grande absurdo sem lógica algumas, típico de um religião que proibia os transplantes de orgão e vacinas. É tão sem lógica que é difícil até para uma criança aceitar.
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Re: Proibir Aniversários - tem fundamento?

Nova mensagempor alex em 21 Nov 2008 08:42

Com relação a anivesarios, tem uma passagem da Biblia que muito me intriga é esta:

(Jó 1:4-5) 4 E seus filhos foram e realizaram um banquete na casa de cada um [deles] no seu próprio dia; e mandaram convidar suas três irmãs para comerem e beberem com eles. 5 E dava-se que, tendo os dias de banquete completado o ciclo, Jó mandava santificá-los; e ele se levantava de manhã cedo e oferecia sacrifícios queimados segundo o número de todos eles; pois, dizia Jó, “meus filhos talvez tenham pecado e amaldiçoado a Deus no seu coração”. Assim Jó fazia sempre.


O que é o dia de cada um ?

Então no dia de cada um em sua própria casa era realizado um banquete, significa isso que os filhos de jó celebravam seus respectivos natalicios?
Se assim for isto derruba o argumento de apenas 2 aniversarios mencionados na biblia.
Tambem derruba o argumento de que era costume pagão, pois a familia de jó era pagã?

O que a tore diz a respeito?
Segue o argumento da torre:

*** it-1 p. 141 Aniversário natalício ***

Quando os filhos de Jó “realizaram um banquete na casa de cada um deles no seu próprio dia”, não se deve supor que celebravam seu aniversário natalício. (Jó 1:4) “Dia”, neste versículo, traduz a palavra hebraica yohm, e refere-se a um período de tempo desde o nascer até o pôr do sol. Por outro lado, “aniversário natalício” corresponde a duas palavras hebraicas, yohm (dia) e hul ·lé·dheth. A diferença entre “dia” e o dia do natalício de uma pessoa poderá ser observada em Gênesis 40:20, onde aparecem ambas as expressões: “Ora, o terceiro dia [yohm] resultou ser aniversário natalício [literalmente, “o dia (yohm) do nascimento (hul·lé·dheth) de Faraó].” De modo que é certo que Jó 1:4 não se refere a um aniversário natalício, como é inquestionavelmente o caso de Gênesis 40:20. Parece que os sete filhos de Jó realizavam uma reunião familiar (possivelmente uma festa da primavera ou da colheita), e, ao passo que as festividades prosseguiam em rodízio por uma semana, cada filho era anfitrião do banquete em sua própria casa “no seu próprio dia”.

O que vc acham, da para engolir esta argumentação?
Pense sempre em Mim; seja devotado a Mim; adore-Me, e faça reverências para Mim.
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Re: Proibir Aniversários - tem fundamento?

Nova mensagempor alex em 21 Nov 2008 08:46

*** it-1 p. 141 Aniversário natalício ***

Quando os filhos de Jó “realizaram um banquete na casa de cada um deles no seu próprio dia”, não se deve supor que celebravam seu aniversário natalício. (Jó 1:4) “Dia”, neste versículo, traduz a palavra hebraica yohm, e refere-se a um período de tempo desde o nascer até o pôr do sol. Por outro lado, “aniversário natalício” corresponde a duas palavras hebraicas, yohm (dia) e hul ·lé·dheth. A diferença entre “dia” e o dia do natalício de uma pessoa poderá ser observada em Gênesis 40:20, onde aparecem ambas as expressões: “Ora, o terceiro dia [yohm] resultou ser aniversário natalício [literalmente, “o dia (yohm) do nascimento (hul·lé·dheth) de Faraó].” De modo que é certo que Jó 1:4 não se refere a um aniversário natalício, como é inquestionavelmente o caso de Gênesis 40:20. Parece que os sete filhos de Jó realizavam uma reunião familiar (possivelmente uma festa da primavera ou da colheita), e, ao passo que as festividades prosseguiam em rodízio por uma semana, cada filho era anfitrião do banquete em sua própria casa “no seu próprio dia”.


Esta argumentação é igual aquela outra:

Embora a biblia diga que ele é "Mediador entre Deus e homens", não é de todos os homens, porque blá,blá,blá

Embora a Biblia diga dia na verdade não é dia, porque blá,blá,blá..
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Re: Proibir Aniversários - tem fundamento?

Nova mensagempor RX em 21 Nov 2008 09:07

alex escreveu:Segue o argumento da torre:

*** it-1 p. 141 Aniversário natalício ***

Quando os filhos de Jó “realizaram um banquete na casa de cada um deles no seu próprio dia”, não se deve supor que celebravam seu aniversário natalício. (Jó 1:4) “Dia”, neste versículo, traduz a palavra hebraica yohm, e refere-se a um período de tempo desde o nascer até o pôr do sol. Por outro lado, “aniversário natalício” corresponde a duas palavras hebraicas, yohm (dia) e hul ·lé·dheth. A diferença entre “dia” e o dia do natalício de uma pessoa poderá ser observada em Gênesis 40:20, onde aparecem ambas as expressões: “Ora, o terceiro dia [yohm] resultou ser aniversário natalício [literalmente, “o dia (yohm) do nascimento (hul·lé·dheth) de Faraó].” De modo que é certo que Jó 1:4 não se refere a um aniversário natalício, como é inquestionavelmente o caso de Gênesis 40:20. Parece que os sete filhos de Jó realizavam uma reunião familiar (possivelmente uma festa da primavera ou da colheita), e, ao passo que as festividades prosseguiam em rodízio por uma semana, cada filho era anfitrião do banquete em sua própria casa “no seu próprio dia”.

O que vc acham, da para engolir esta argumentação?

Não, não dá. É como Ray Franz disse no Liberdade: um argumento repleto de discussão sobre termos em hebraico e sua gramática, impressiona pela erudição, e faz a pessoa desistir de entender o assunto, apenas confiando que quem escreveu é mais inteligente que ela e que entende do assunto.
Parece claro que não haveria tal proibição na bíblia, simplesmente porque celebrar a data de aniversário de alguém não era um costume judeu. Mas não algo do tipo: "é proibido, caso alguém no futuro tenha essa idéia". Não pode ter sido proibido, porque é algo em que os antigos judeus não pensariam, era um costume estranho à cultura deles.
Mesmo assim, parece que eles comemoravam o nascimento da pessoa. Apenas não repetiam nos anos seguintes.
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Re: Proibir Aniversários - tem fundamento?

Nova mensagempor RX em 21 Nov 2008 09:10

Ah, e outra coisa, li em algum lugar, não me lembro exatamente onde, que o "dia" (em hebraico) que aparece na frase que fala da festa dos filhos de Jó, é o mesmo "dia" que aparece na frase em que Jó amaldiçoa "o próprio dia", enfim, ele diz algo que traduz a idéia de que seria melhor não ter nascido, deixando claro que mesmo o "dia" em que ocorreram essas festividades, pode ser usado como dia de nascimento da pessoa.
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Re: Proibir Aniversários - tem fundamento?

Nova mensagempor alex em 21 Nov 2008 09:23

RX disse:
Não, não dá. É como Ray Franz disse no Liberdade: um argumento repleto de discussão sobre termos em hebraico e sua gramática, impressiona pela erudição, e faz a pessoa desistir de entender o assunto, apenas confiando que quem escreveu é mais inteligente que ela e que entende do assunto.


Concordo contigo.

Se formos levar a sério estas explicações mirabolantes chego a seguinte conclusão:

Para entender a biblia só sendo perito em hebraico e grego, o que esta totalmente fora da realidade das grandes massas da humanidade, sendo assim o entendimento deste livro estaria restrito a meia duzia de eruditos. É isto que esperamos de um livro que se diz a mensagem vital de Deus?

Porem, neste caso a Biblia parece simples, a Torre é que gosta de enrolar e complicar!!
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Re: Proibir Aniversários - tem fundamento?

Nova mensagempor pascoalnaib em 21 Nov 2008 15:11

ANIVERSÁRIOS - DERRUBANDO OS ARGUMENTOS DA TORRE DE VIGIA!

O costume “aniversário” dos dias de hoje não faz menção específica a nenhuma adoração subjetiva a deuses ou superstição. São as pessoas que fazem o aniversário que o direcionam, pois se forem uma família de astrólogos irão ver a data de uma forma, se forem uma família de judeus (alguns hoje em dia comemoram) tem outro significado, se for uma família japonesa outro significado e assim por diante. Não existe uma regra fixa ou padronizada de se festejar, as pessoas envolvidas é que fazem do evento algo salutar ou não e podemos afirmar também que a Bíblia não proíbe porque nem antigamente, nem agora, existe uma forma única de se comemorar, vai depender até da questão cultural e em quase sua totalidade é apenas uma confraternização.


Os judeus anotavam as datas de nascimento e se alegravam com isso?

*** g78 22/11 p. 14 Ajuda ao Entendimento da Bíblia
ANIVERSÁRIO. O aniversário do nascimento de alguém. Os hebreus guardavam um registro das datas de nascimento, como revelam os dados genealógicos e cronológicos da Bíblia. (Núm. 1:2, 3; Jos. 14:10; 2 Crô. 31:16, 17) As idades dos levitas, sacerdotes e reis não foram deixadas entregues à adivinhação. (Núm. 4:3; 8:23-25; 2 Reis 11:21; 15:2; 18:2) Isto também se deu no caso de Jesus. (Luc. 2:21, 22, 42; 3:23) De acordo com as Escrituras, o dia em que o bebe nascia era usualmente um dia de regozijo e de ações de graças da parte dos pais, e, isto de direito, pois “eis que os filhos são uma herança da parte de Jeová; o fruto do ventre é uma recompensa”. (Sal. 127:3; Jer. 20:15; Luc. 1:57, 58)



[b]Por que os judeus não comemoravam aniversários?[/b]

Pergunta feita pelo forista Holmes no Fórum TJs Livres:
Se os outros povos, como babilônios, egípcios, gregos e romanos, comemoravam aniversários natalícios, por que os judeus, apesar de terem tido muito contato e sofrido influência destas nações não assimilaram esta prática, inclusive na época dos primitivos cristãos? Não seria porque os israelitas consideravam aquelas celebrações de aniversário natalício como supersticiosas e inaceitáveis para um servo de Jeová?


Primeiro temos que considerar o que era um aniversário naquela época! Vale salientar que é algo totalmente diferente do nosso século XXI. Os povos ao redor dos judeus tanto quando a nação judaica peregrinava ou quando conseguiu ser formalizar como Estado não cantavam "Parabéns para você", não "enchiam bolinhas coloridas" ou cantavam "Com quem será, com quem será", ou seja, isso era algo que não existia.

Outra coisa primordial era o calendário. Existiam os mais variados calendários entre os povos e não tinha essa padronização ocidental de 7(sete) dias da semana com um dia tendo 24 horas. Os aniversários pessoais com uma data fixa eram algo desconhecido por muitas dessas civilizações ao redor do povo israelita. Isso é comprovado porque muitos desses povos desconheciam a divisão de sete dias para uma semana, provavelmente contribuição israelita pela questão do dia de descanso. A prática adotada pelos sumérios e babilônicos era o de batizar cada ano com um nome, com base no mais notável evento do ano anterior. Dessa maneira, o sétimo ano de Hamurábi, por exemplo, foi chamado de “o ano em que Uruk e Isin foram tomadas”. Os vários escritórios da época mantinham listas completas dos nomes dos anos, as quais cobriam um longo período de tempo. Então, festividades natalícias eram na grande maioria exclusividade de reis e dignatários. A popularização do aniversário veio acontecer com as civilizações gregas e romanas.
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