Por que as publicações da Torre não têm valor algum : Crenças, Doutrinas e História
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Por que as publicações da Torre não têm valor algum

Debates e discussões acerca das crenças, doutrinas e a história das Testemunhas de Jeová.

Por que as publicações da Torre não têm valor algum

Nova mensagempor hobbit em 18 Mar 2014 22:52

Quando já estava saindo da Torre, uma das coisas que mais me chamava a atenção era a rapidez com que as publicações se tornavam obsoletas. Até hoje se estudam e se discutem as ideias de Platão, Aristóteles, Agostinho, Tomás de Aquino, sem falar na própria Bíblia. São todas obras que resistem aos séculos e milênios, enquanto que as publicações da Torre não resistem nem a poucas décadas. Por que é assim? Basta ler esse pequeno trecho da Suma Teológica, escrita há quase mil anos, para ver porque as coisas são assim:

O Milenarismo no Suplemento da Suma Teológica
de Santo Tomás de Aquino (III, q. 77)





Artigo 2

Se esse tempo [do segundo Advento] é oculto.

O segundo discute-se assim. ─ Parece que esse tempo não é oculto.

1. ─ Pois, daquilo cujo princípio é determinadamente conhecido podemos também conhecer determinadamente o fim; porque tudo se mede por um certo período, na expressão de Aristóteles. Ora, conhecemos determinadamente o princípio do mundo. Logo, também lhe podemos conhecer determinadamente o fim. Pois, será então o tempo da ressurreição e do juízo. Portanto, esse tempo não será oculto.
2. Demais. ─ A Escritura diz que a mulher, símbolo da Igreja, tem um retiro, que Deus lhe preparou, para nele sustentar-se por mil duzentos e sessenta dias. E Daniel também conta um número determinado de dias, que parece significarem anos, segundo aquele passo: Um dia que eu te dei por cada ano. Logo, pela leitura da Sagrada Escritura podemos saber com precisão o tempo do fim do mundo e da ressurreição.
3. Demais. ─ A duração do Testamento Novo foi prefigurada no Velho. Ora, sabemos com precisão o tempo que durou o Testamento Velho. Logo, com a mesma precisão podemos saber o tempo que há de durar o Novo. Ora, Novo há de durar até o fim do mundo; donde dizer o Evangelho: Estai certos de que eu estou convosco até a consumação do século. Portanto, podemos saber com certeza o tempo do fim do mundo e da ressurreição.

Mas, em contrário. ─ O que os anjos ignoram há de com maioria de razão ser oculto aos homens. Pois, aquilo que os homens podem alcançar com a razão natural muito mais clara e certamente podem saber os anjos com o seu conhecimento natural. Além disso, revelações não se fazem aos homens senão mediante os anjos, como está claro em Dionísio. Ora, os anjos não conhecem o tempo exato do fim do mundo, conforme àquilo do Evangelho: De aquele dia nem de aquela hora ninguém sabe, nem os anjos do céu. Logo, esse tempo será oculto aos homens.
2. Demais. ─ Os Apóstolos conheceram melhor os segredos de Deus, que os homens que lhes sucederam. Pois, como diz o Apóstolo, eles tiveram as primícias do espírito. O que a Glosa explica: Mais cedo no tempo e mais abundantemente que os outros homens. Ora, o Senhor lhes respondeu, quando lhe perguntavam sobre o fim do mundo: Não é da vossa conta saber os tempos nem momentos que o Pai reservou ao seu poder. Logo e com maior razão, tal tempo será oculto aos outros homens.

SOLUÇÃO. ─ Como ensina Agostinho, os últimos tempos do gênero humano, que medeiam entre o advento do Senhor, e o fim do século, é incerta quantas gerações abrangerá; do mesmo modo que a velhice, última idade do homem, não tem tempo determinado, medido segundo os outros períodos da vida, pois pode abranger ela só tanto tempo quanto todas as outras idades juntas. E a razão disso é que o tempo exato das idades futuras não no podemos saber senão pela revelação ou pela razão natural. Ora, o tempo que decorrerá até a ressurreição não pode ser computado pela razão natural. Porque a ressurreição e a cessação do movimento do céu se darão simultaneamente, como dissemos. Ora, do movimento deriva o número de todos os acontecimentos futuros susceptíveis de serem previstos pela razão natural como havendo de suceder-se num tempo determinado. Pelo movimento do céu porém não lhe podemos prever o fim; porque, sendo circular, pode pela sua natureza mesma durar perpetuamente. Por onde, não podemos, pela razão natural, fazer o computo do tempo que decorrerá até a ressurreição. Nem o podemos saber pela revelação; e Deus assim o quis para estarmos sempre prontos e preparados para a vinda de Cristo. Por isso, aos próprios Apóstolos, que lho perguntavam, Cristo lhes respondeu: Não é da vossa conta saber os tempos nem os momentos que o Pai reservou ao seu poder. Ao que diz Agostinho: Essas palavras impõem silêncio aos temerários, que contam como nos dedos os anos que nos separam do fim do mundo. Ora, o que Cristo não quis revelar aos Apóstolos, que lh'o inquiriam, também não revelará aos mais. Por isso todos os que pretenderam fazer o computo desses tempos a experiência até agora os convenceu de falsíloquos. Assim, como o refere Agostinho no mesmo lugar, certos calcularam que poderiam completar-se quatrocentos anos desde a ascensão do Senhor até ao seu último advento; outros quinhentos; outros mil. E é patente o erro de todos. Sê-lo-á também o de todos os que ainda persistem nesse computo.

DONDE A RESPOSTA À PRIMEIRA OBJEÇÃO. ─ Daquilo de que sabemos o fim por um princípio conhecido, também havemos por força de lhe conhecer a medida. Por onde, conhecido o princípio de um fenômeno cuja duração se mede pelo movimento do céu, podemos lhe conhecer o fim, porque o movimento do céu nos é conhecido. Mas a medida da duração do movimento do céu é somente a disposição divina, que nos é oculta. Portanto, por mais que lhe conheçamos o princípio, não lhe podemos saber o fim.
RESPOSTA À SEGUNDA. ─ Os mil duzentos e sessenta dias, mencionados pela Escritura, significam o tempo total da duração da Igreja, sem determinação de nenhum número de anos. E isto porque a predicação de Cristo, sobre a qual, está fundada a Igreja, durou três anos e meio, tempo quase igual ao número de dias dado pelo profeta. Semelhantemente, o número de dias dado por Daniel não se refere a nenhum número determinado de anos que hão de decorrer até o fim do mundo, ou até a pregação do anticristo; mas deve referir-se ao tempo durante o qual pregará o anticristo e que durará a sua perseguição.

RESPOSTA À TERCEIRA. ─ Embora o estado do Novo Testamento fosse prefigurado em geral pelo estado do Velho, não é forçoso porém que todas as particularidades de um e de outro entre si se correspondam. Sobretudo que em Cristo se completaram todas as figuras do Velho Testamento. Por isso Agostinho, respondendo a certos, que queriam deduzir do número das pragas do Egito e das perseguições que a Igreja sofreu e há de sofrer, diz: Quanto a mim, não penso que as pragas sofridas no Egito signifiquem profeticamente as perseguições que deve padecer a Igreja. Sem dúvida os de opinião contrária descobrem, com rebuscadas e engenhosas comparações, correspondências entre os fatos, num e noutro caso. Mas não há aí nenhum espírito profético, senão simples conjecturas da mente humana, umas vezes verdadeiras, falsas outras. ─ E do mesmo modo devemos julgar as predições do Abade Joaquim, que por meio de tais conjecturas fez certas predições, verdadeiras umas e outras falsas.



Em que as publicações contribuíram para o avanço da Teologia, da Filosofia ou da Exegese Bíblica? Em absolutamente nada. As únicas duas publicações que prometiam algo nesse sentido foram a TNM e o livro Ajuda. Porém, a TNM, apesar de ter certas pessagens interessantes (por exemplo, traduzir charis por "benignidade imerecida", não deixa de ser uma definição interessante de "graça"), é uma péssima tradução (sua leitura é muito "truncada") e está cheia de erros propositais. O segundo livro, o Ajuda (atual Perspicaz) funda-se principalmente nos trabalhos de outros exegetas, como relata o próprio R. Franz, editor e redator do livro, e em nada contribui à exegese bíblica.

O resto das publicações é restolho, que o fogo dos tempos consumirá e cairá no esquecimento.
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Re: Por que as publicações da Torre não têm valor algum

Nova mensagempor jpsouzamatos em 18 Mar 2014 23:57

Não existe pensamento independente na torre, nem honestidade intelectual, por isso toda sua literatura em ultima instancia é propagada, por isso só serve para estudar a historia da própria torre, não tem qualquer valor acadêmico ou cultural.
A torre não tem clássicos, pelo contrario, se existe algo mais prejudicial para a fé tj, algo que seja o calcanhar de aquiles da torre, são suas obras antigas...
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Re: Por que as publicações da Torre não têm valor algum

Nova mensagempor Debora em 19 Mar 2014 20:40

Porque são folhetins descartáveis.
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O que será que elas não te contam?
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Re: Por que as publicações da Torre não têm valor algum

Nova mensagempor Vergil em 19 Mar 2014 22:52

Olá hobbit, como tu dissestes num dia desses, pegue uma sentinela ou outra publicação "bíblica" da Torre de uns 50 ou 60 anos atrás e ela estará totalmente desatualizada em relação às de hoje. Eles próprios "desdizem" hoje o que disseram ontem.
Por outro lado as idéias dos filósofos de mil, ou dois mil anos atrás estão sempre atuais. As publicações da Torre não resistem nem a um mísero século de veracidade, uma vergonha. :ruim7: :ruim7: :ruim7:
O homem é livre, enquanto pode pensar.

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Re: Por que as publicações da Torre não têm valor algum

Nova mensagempor Filosofo em 19 Mar 2014 23:22

São apenas propagandas. Não literatura teológica.
"Seria Deus desejoso de prevenir o mal mas incapaz? Portanto não é omnipotente. Seria ele capaz, mas sem desejo? Então é malévolo. Seria ele tanto capaz quanto desejoso? Então por que há o mal?"
- Epicuro
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Re: Por que as publicações da Torre não têm valor algum

Nova mensagempor RAMONA em 20 Mar 2014 02:05

As publicações da Torre são lixo que só servem para entulhar a mente dos Tjs, não tem base teológica, acadêmica ou cultural.
Uma sentinela de 20 anos atrás, tem um discurso bem diferente de uma sentinela dos dias de hoje, afinal tiverem muitas novas luzes durante esse tempo...
:tapado8: :tapado8: :tapado8:
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Re: Por que as publicações da Torre não têm valor algum

Nova mensagempor EstPer em 20 Mar 2014 13:50

Senhores, desculpem discordar um pouco de vocês. Realmente, as revistas/livros não são literaturas teológicas da melhor qualidade, nem respaldadas por profissionais da área. Mas falar também que não tem valor algum é, ao meu ver, exagero.

Por exemplo, as revistas e brochuras são periódicos, não tem objetivo de serem indeléveis com o passar do tempo, sempre vão trazendo informações atualizadas da organização que a faz. Se for assim é o mesmo que falar que as revistas Veja, Época, Scientific American, Nature, Time, etc. não têm valor nenhum, pois informações periódicas tem prazo de validade mesmo. A ciência muda, os pontos de vista mudam, a cultura muda com o passar do tempo. É lógico que é um absurdo compará-las com a Bíblia, os Vedas, os Anacletos, ou qualquer outra obra espiritual consagrada.

Certamente não dá para comparar por exemplo, ou "Estudo Perspicaz", que é uma tentativa até elogiável de enciclopediar a Bíblia, com por exemplo uma "Nova Enciclopaedia Catholica". Realmente a diferença de nível de erudição é grande. Mas também não merece o outro extremo de achar que é simplesmente "lixo", porque não é.
"A Curiosidade é a base do ser humano para compreender"
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Re: Por que as publicações da Torre não têm valor algum

Nova mensagempor jpsouzamatos em 20 Mar 2014 22:49

EstPer escreveu:Senhores, desculpem discordar um pouco de vocês. Realmente, as revistas/livros não são literaturas teológicas da melhor qualidade, nem respaldadas por profissionais da área. Mas falar também que não tem valor algum é, ao meu ver, exagero.

O único valor que tem é para estudar a historia da torre, somente isso, para qualquer outro proposito é de fato sem valor.
EstPer escreveu:Por exemplo, as revistas e brochuras são periódicos, não tem objetivo de serem indeléveis com o passar do tempo, sempre vão trazendo informações atualizadas da organização que a faz. Se for assim é o mesmo que falar que as revistas Veja, Época, Scientific American, Nature, Time, etc. não têm valor nenhum, pois informações periódicas tem prazo de validade mesmo. A ciência muda, os pontos de vista mudam, a cultura muda com o passar do tempo.

Tem diferença, quanto as revistas cientificas o experimento pode de fato está errado, aí tem que descartar a teoria anterior, ou haver outra situação que o resultado fosse diferente, aí a hipótese anterior está incompleta, mas obras cientificas como o Principia de Newton, a maior parte do conteúdo ainda é aceito (com as ressalvas a respeito das informações relativas a teoria da gravidade de Einstein que atualizou as ideias de Newton), quanto as revistas de noticias, elas fornecem informações do que ocorreu na época, historiadores estudam jornais antigos para ter mais informações sobre o que ocorreu na época, se vc ler um livro sore o Brasil Império poderá encontrar referencias a jornais da época, os periódicos da torre não podem ser comparados a esses periódicos como se estivesse em pé de igualdade...
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Re: Por que as publicações da Torre não têm valor algum

Nova mensagempor ex TJ com orgulho em 21 Mar 2014 11:31

A grande diferença das publicações da Torre com os demais periódicos é propria petulancia de Torre em auto intitular essas publicaçoes como palavras divinas, inspirada por espirito santo e assim dar ares de alimento espiritual, quando na verdade nao passam de simples periodicos. e já que A Sentinela e outras publicaçoes sao de inspiraçao divina nao pode se dar ao luxo de ficar obsoleta e advinha? Elas ficam, perdem validade como alimento estragado........
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